Se você quer um dia tranquilo com o verdadeiro sabor de Cabo Verde—passeios de barco, snorkel e churrasco fresquinho na Praia de Tarrafal—esse passeio é perfeito. Você vai ouvir histórias locais e ter bastante tempo para relaxar à beira-mar.
O aluguel do barco não está incluído—custa 20 euros por pessoa (ou 28 euros se estiver sozinho), pago localmente antes de embarcar.
Claro! Se quiser algo especial para beber no almoço, o ideal é comprar antes, já que comemos num lugar afastado.
Com certeza—é adequado para todos os níveis de preparo físico e todos recebem coletes salva-vidas a bordo.
Recomendo sandálias ou chinelos, roupa de banho, toalha, chapéu, protetor solar—e talvez uma jaqueta leve caso sinta frio depois do mergulho.
O dia inclui transporte de ida e volta em Praia, trajeto pelas montanhas de Santiago, água e refrigerantes (mantidos gelados em cooler), todo o equipamento de snorkel e coletes salva-vidas, além de um almoço de churrasco na praia com peixe e legumes. Um guia simpático acompanha o grupo o tempo todo—e sim, seguro de responsabilidade civil também está incluso.
O dia começou cedo com o transporte em Praia—sem pressa, só aquele clima tranquilo típico de Cabo Verde pela manhã. A viagem pelas montanhas estava mais fresca do que eu esperava, com nuvens baixas cobrindo as colinas. Paramos para um café rápido em Assomada; o café tinha uns doces fritos deliciosos, e o dono brincava que os turistas sempre pedem Wi-Fi antes do café. Pela janela, dava para ver crianças jogando futebol nos campos de terra vermelha.
Quando chegamos à Baía de Tarrafal, o cheiro de sal e peixe grelhado vindo das barracas na praia já dava o tom. Nosso guia, Paulo, reuniu o grupo para o passeio de barco até o farol de Ponta Preta. O mar estava calmo, mas dava para sentir a força do Atlântico—às vezes uma borrifada de água salgada surpreendia a gente. Em Monte Graciosa, vimos pescadores locais puxando a rede; Paulo explicou que eles ainda usam barcos de madeira antigos por ali. Ao chegar em Agudoal, o equipamento de snorkel já estava esperando. A água era tão transparente que consegui ver peixinhos azuis pequenos nadando entre as pedras—perdi a noção do tempo flutuando ali.
O almoço já estava na brasa quando voltamos—peixe grelhado com arroz e legumes, tudo na areia mesmo. Tem algo especial em comer descalço, com as mãos ainda salgadas, que faz tudo parecer mais verdadeiro. Depois, a maioria ficou estirada sob os coqueiros ou caminhando pela praia, recolhendo conchas. O sol estava forte, mas sempre vinha uma brisa fresca descendo das montanhas.
Na volta, no fim da tarde, lembro de ver a luz do sol dançando pelos vales enquanto cruzávamos as estradas da serra novamente. Todo mundo ficou em silêncio por um tempo—talvez cansado ou simplesmente absorvendo tudo.

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