Você vai caminhar pela favela da Rocinha com quem realmente mora lá, provar quitutes de rua e ouvir histórias que não estão nos guias turísticos. Conheça os moradores no seu dia a dia, sinta a energia das ruas e dos murais, e saia com uma nova visão que vai ficar com você por muito tempo.
A primeira coisa que percebi ao entrar na Rocinha foi a música — lá em cima, alguém tinha o rádio ligado alto o suficiente para escutar pelas escadas estreitas. Nosso guia, Marcelo, cresceu ali. Ele acenou para uma vizinha que vendia salgados na janela e me ofereceu um — acho que era uma empada, quentinha e crocante, e quase deixei cair quando uma moto passou voando muito perto. O cheiro de cebola frita misturado com algo doce pairava no ar. É barulhento, mas de um jeito bom — parece que todo mundo vive colado, as vozes ecoando pelas paredes coloridas.
Marcelo parava para mostrar detalhes: um mural que ele ajudou a pintar quando criança, o atalho que as crianças usam para ir à escola (jamais teria achado aquele beco sozinho), até o lugar onde o primo dele conserta sapatos. Passamos por um grupo de meninos jogando futebol com uma bola meio murcha — um deles sorriu para mim, como se percebesse que eu estava fora do lugar, mas não se importou. A Rocinha tem um ritmo difícil de explicar, só sentindo ao caminhar por lá. Em um momento, passamos por baixo de varais e eu me enrosquei por um instante; Marcelo riu e disse que todo mundo passa por isso pelo menos uma vez.
Não esperava tanta receptividade — e quantas vezes estranhos me cumprimentaram ou perguntaram de onde eu era. Ainda tem grafite por toda parte, mas muitos são verdadeiras obras de arte, não só rabiscos. A vista olhando para o Rio é incrível; dá para ver a cidade brilhando lá embaixo, mas aqui em cima parece um mundo à parte. Quando saímos, meus sapatos estavam empoeirados e minha cabeça cheia de histórias que provavelmente não ouviria em outro lugar.
O passeio é conduzido por um guia morador, que conhece bem a Rocinha, e segue rotas respeitosas e discretas.
O passeio dura cerca de 4 horas.
O ponto de encontro é no Belmond Copacabana Palace às 13h25.
Sim, o transporte está incluído no passeio de um dia para a favela da Rocinha saindo do Rio de Janeiro.
A idade mínima para participar é 5 anos.
Não inclui almoço, mas você poderá experimentar petiscos locais durante o passeio pela Rocinha.
Um morador da Rocinha guia o passeio, compartilhando experiências reais do dia a dia na favela.
Seu passeio da tarde inclui busca no Belmond Copacabana Palace, transporte ida e volta para a favela da Rocinha e uma caminhada guiada de quatro horas com um morador local, retornando ao ponto inicial.


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