Saia cedo de Darwin para um dia no coração selvagem de Kakadu: veja crocodilos em Cahills Crossing, conheça a arte rupestre de Ubirr, caminhe pelos pântanos do Fogg Dam e divirta-se com seu guia local. Prepare-se para momentos reais — suor, poeira vermelha, uns enroladinhos — e paisagens que você vai lembrar para sempre.
“Viu aquela ondulação? Não é vento,” disse nosso guia Mark com um sorriso, apontando para o rio Adelaide. Eu estreitei os olhos — e lá estava, um movimento sutil, os olhos de um crocodilo de água salgada aparecendo acima da água barrenta. O ar da manhã ainda estava fresco, mas úmido, já que saímos de Darwin antes do sol nascer, todos meio acordados, segurando café e mochilas. Fogg Dam foi nossa primeira parada — pássaros por todo lado, alguns tão coloridos que pareciam até de mentira. Tentei nomear alguns, mas desisti depois de errar três vezes; Mark os identificava sem hesitar.
Teve a opção do passeio de barco para ver crocodilos pulando (um casal de Melbourne foi), mas eu preferi caminhar pelos pântanos. O cheiro era de grama molhada e um toque terroso que não consegui identificar. Teve um momento de silêncio total, só com o som distante dos pássaros — uma paz incrível. Depois de um lanche rápido (os enroladinhos de salsicha do posto local são melhores do que você imagina), paramos na placa gigante “Welcome to Kakadu” — todo mundo desceu para fotos, mesmo parecendo que tínhamos dormido com as roupas do dia anterior.
Jabiru foi só um vislumbre da vida de cidade pequena: crianças de bicicleta, carros empoeirados, alguém acenando da janela da padaria. O almoço no Bowali Visitor Centre não era nada sofisticado, mas sentar ao ar livre sob as árvores compensou. Depois seguimos para Cahills Crossing — ver os crocodilos deslizando silenciosamente foi muito mais intenso do que qualquer visita ao zoológico. Mark contou histórias de gente pescando perto demais; eu nem cheguei perto da margem.
Ubirr foi o momento que eu mais esperava. A subida não é difícil se for devagar (não esqueça de levar água). Lá no topo, a arte rupestre antiga aparece nas paredes de pedra — vermelhos e amarelos ocre desbotados pelo sol e chuva, mas ainda claros o suficiente para reconhecer cangurus e espíritos. Nosso guia explicou algumas histórias por trás das pinturas — não vou fingir que entendi tudo, mas estar ali enquanto a luz do fim da tarde iluminava as planícies inundadas parecia algo grandioso. Ficamos mais tempo do que o planejado; ninguém nos apressou para descer.
Na volta, o silêncio dominou o carro, exceto por alguém roncando duas filas atrás e Mark cantarolando uma música antiga no rádio. Meus tênis estavam cobertos de poeira vermelha e meu celular cheio de fotos borradas — mas aquela vista de Ubirr? Continua viva na minha memória.
O tour sai de Darwin às 7h30 e retorna por volta das 19h30 no mesmo dia.
Não, o almoço não está incluído, mas há paradas onde você pode comprar comida durante o percurso.
Sim, há um upgrade opcional de 1 hora para o Jumping Crocodile Cruise no rio Adelaide.
Sim, as taxas de entrada no parque estão inclusas no valor do tour.
Sim, o transporte inclui busca e retorno em áreas selecionadas do centro de Darwin.
Não é recomendado para crianças até 5 anos; menores devem estar acompanhados por um adulto.
É necessário ter condicionamento moderado; recomenda-se usar calçados confortáveis para caminhadas curtas.
Você verá arte rupestre aborígene antiga e terá vistas panorâmicas das planícies alagadas do mirante de Ubirr.
Seu dia inclui transporte confortável em micro-ônibus com ar-condicionado e comentários de um guia experiente do outback, todas as taxas de entrada nos parques nacionais, busca e retorno em áreas selecionadas de Darwin, avistamentos de animais selvagens em Kakadu, incluindo crocodilos em Cahills Crossing ou no passeio opcional Jumping Crocodile Cruise (se contratado), além de várias paradas para esticar as pernas nos pântanos do Fogg Dam e conhecer a cultura aborígene no Bowali Visitor Centre antes do retorno à noite.


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