Você vai caminhar por florestas até a nascente Blue Eye da Albânia, provar comida caseira nas montanhas com famílias locais perto de Nderlysa, sentir o spray da Cachoeira Grunas na pele e explorar vilarejos históricos de pedra com um guia que conta histórias reais. Prepare-se para momentos de silêncio e admiração — e talvez um pouco de lama nas botas.
Ainda lembro das janelas da nossa van embaçando enquanto subíamos de Shkoder, serpenteando cada vez mais alto nos Alpes Albaneses. A primeira coisa que me marcou foi o silêncio quando paramos no Vale de Boga — só o vento e um leve cheiro de pinho no ar. Nosso guia, Ardit, nos ofereceu pequenos copos de café no Passo Thore (ele chamou de “combustível albanês” — e não estava errado) e apontou os picos afiados ao redor. Tentei falar os nomes; ele riu, mas de um jeito simpático.
Foi em Nderlysa que a trilha de verdade começou. Uma vila minúscula — cabras por todo lado, crianças acenando das portas. O caminho até a Blue Eye não era difícil, mas minhas botas escorregavam nas pedras lisas perto da água. Você escuta o barulho constante do riacho e de repente aparece aquela piscina turquesa, tranquila, sob pedras cobertas de musgo. Alguns pularam na água — eu só molhei a mão e, sério, estava tão gelada que deu choque. O almoço depois foi na casa de uma família: pão quentinho, queijo forte, tomates com gosto de sol de verdade (comi demais, mas valeu cada mordida).
Depois seguimos para o cânion Grunas e sua cachoeira. A trilha aqui era mais silenciosa; dava para ouvir os pássaros e, de vez em quando, o sino de uma ovelha ecoando pelo vale. Parei um instante só para escutar — é raro encontrar esse tipo de silêncio em outro lugar. A cachoeira é alta e barulhenta; a água batendo no rosto refresca depois de horas caminhando sob o sol.
Terminamos na vila de Theth, com sua pequena igreja de pedra e a antiga Torre de Prisão, onde Ardit contou histórias de rixas sangrentas e como as pessoas se escondiam ali por semanas (foi estranho ficar ali dentro, pensando em tudo isso). Não sei se era cansaço ou a sensação de estar cercado pelas montanhas, mas sair de Theth me fez sentir pequeno, de um jeito bom.
O passeio completo ocupa quase o dia todo, incluindo transporte de Shkoder, trilhas, paradas para almoço e visitas na vila de Theth.
O almoço é opcional e não está incluso; você pode comprar comida típica na casa de uma família local durante o tour.
A caminhada é moderada e leva cerca de 2 horas ida e volta saindo da vila de Nderlysa por trilhas na floresta e caminhos rochosos.
Sim, você visita a Igreja de Thethi e a Torre de Prisão na vila de Theth durante o passeio.
Sim, o transporte em veículo com ar-condicionado saindo de Shkoder está incluído na reserva.
Não é necessário equipamento especial, mas recomendamos calçados confortáveis ou botas para os trechos rochosos.
As trilhas são moderadas; é importante ter preparo físico médio, pois alguns trechos são irregulares ou escorregadios quando molhados.
Seu dia inclui transporte com ar-condicionado saindo de Shkoder, guia local que conduz as trilhas por Nderlysa até a nascente Blue Eye e a Cachoeira Grunas, antes de explorar juntos a igreja e a Torre de Prisão em Theth — o almoço com famílias locais é uma opção durante o percurso.


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