Você vai pilotar snowmobiles por florestas silenciosas perto de Kiruna, podendo revezar na direção, e depois se aquecer ao redor de uma fogueira numa cabana com comida tradicional lapã. Seu guia local deixa tudo tranquilo enquanto vocês buscam a aurora boreal sobre lagos congelados. Não é só sobre caçar luzes — são os pequenos momentos: risadas no jantar, o ar gelado no rosto e aquele silêncio quando todos olham para o céu juntos.
Vou ser sincero, fiquei nervoso quando me entregaram o capacete — meus óculos embaçaram na hora (eles já tinham avisado), e eu me atrapalhei com a balaclava. Nosso guia, Erik, só sorriu e me ajudou a ajeitar tudo, dizendo: “Relaxa, no começo todo mundo fica meio estranho.” Isso quebrou o gelo. Entramos todos na van para uma rápida viagem para fora de Kiruna, onde os snowmobiles nos esperavam sob aquele crepúsculo azul claro. O ar tinha um cheiro cortante, como metal frio e agulhas de pinheiro.
Os primeiros minutos no snowmobile foram meio instáveis — eu achava que íamos capotar a qualquer momento, mas não aconteceu. Minha amiga assumiu o volante depois que cruzamos o rio Torne (ela é mais corajosa que eu), e eu fiquei só curtindo as luzes dos faróis refletindo nos galhos congelados. O silêncio era impressionante, só o ronco dos motores e aquele som estranho de neve quebrando sob a máquina. De vez em quando o Erik parava para checar a gente ou mostrar pegadas de animais na neve — disse que eram de raposa, mas pra mim podia ser qualquer coisa, estava escuro demais para ver direito.
Chegamos numa cabana de madeira escondida no meio da floresta, com fumaça saindo por um buraco no telhado. Lá dentro estava quentinho e com cheiro de lenha queimando — minhas luvas até soltavam vapor quando eu as aproximava do fogo. O jantar foi souvas de rena (tentei não pensar muito nisso) acompanhado de uma sobremesa feita com cloudberry, que parecia mel com um toque gelado. Alguém tentou dizer “kiitos” para agradecer — a Li riu quando eu tentei falar em sueco (com certeza estraguei a pronúncia). Depois do jantar, ficamos um tempo do lado de fora, em silêncio, torcendo para ver a aurora. Elas apareceram, verdes e tímidas, por uns cinco minutos acima das árvores — não tão intensas quanto no Instagram, mas reais o suficiente para eu lembrar daquele brilho até hoje.
Sim, o transporte de Kiruna até o ponto de partida é feito de van e está incluído.
Não, todo o equipamento de inverno necessário como macacão, botas, luvas, capacete e balaclava são fornecidos.
Sim, duas pessoas podem compartilhar o snowmobile se ambas tiverem carteira de motorista; há opção de motorista único com custo extra.
Um jantar tradicional da Lapônia (souvas de rena) e uma sobremesa local feita com cloudberry são servidos na cabana na floresta.
A viagem de van do centro da cidade até o local de início do passeio dura cerca de 20 minutos.
Não dá para garantir, mas você terá bastante tempo para procurar as luzes durante o trajeto e as pausas.
Não é recomendado, pois os óculos podem embaçar dentro do capacete; o ideal é usar lentes de contato.
O passeio não é indicado para gestantes ou pessoas com problemas na coluna ou no coração.
Seu passeio inclui transfer de ida e volta de Kiruna até o ponto de partida na neve; roupas térmicas completas como macacão, botas, meias de lã, luvas, balaclava e capacete; uso do snowmobile compartilhado ou para um motorista só; jantar tradicional lapão com sobremesa servido ao lado da fogueira na cabana; além de várias oportunidades para trocar de motorista ou fazer pausas para fotos sob o céu ártico.


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