Você vai entrar na floresta antiga de Tyresta ao anoitecer, seguindo trilhas sinuosas com um guia local que conta histórias e mostra detalhes escondidos. Pare à beira de um lago para uma refeição simples sueca — sopa quente ou pratos típicos de Midsummer — antes de seguir mais fundo na floresta à noite. É tranquilo, revigorante e fica longe o suficiente de Estocolmo para parecer outro mundo.
A caminhada total é de cerca de 6 a 8 km, levando aproximadamente 3 horas com paradas.
Sim, o transporte público de ida e volta entre o centro de Estocolmo e Tyresta está incluso.
Você recebe uma refeição leve típica do Midsummer no verão ou sopa quente nos meses de inverno.
O entardecer é o melhor momento para avistar animais, mas não há garantia; você pode ouvir ou ver pássaros e talvez cervos ou raposas.
O passeio é indicado para a maioria das pessoas com preparo físico normal; há uma pequena subida de cerca de 20 metros.
Não é recomendado para viajantes acima de 70 anos sem confirmação prévia devido ao esforço físico.
Use calçados confortáveis para caminhada e vista-se conforme o clima ao ar livre; leve uma camada extra, pois as noites podem ser frias mesmo no verão.
Seu passeio inclui transporte público de ida e volta do centro de Estocolmo até Tyresta, caminhada guiada com um líder local experiente, café ou chá com doces (Fika sueca), além de uma refeição leve típica do Midsummer — ou sopa quente no inverno — tudo à beira do lago antes de voltar pela floresta à noite.
“Você sempre percebe quando um alce está por perto, mas raramente os vê,” sorriu nosso guia Jonas assim que descemos do ônibus vindo de Estocolmo. Gostei dele na hora — tinha aquele jeito tranquilo que os suecos têm, parecia até que ele escutava as árvores. O ar estava fresco e verde, e, sinceramente, não esperava sentir algo tão selvagem a apenas meia hora da cidade. Começamos a andar e a floresta nos engoliu — musgo macio sob os pés, troncos de bétula parecendo fantasmas claros na luz que se apagava.
Não parava de notar o silêncio, só quebrado pelo barulho das nossas botas e pelo Jonas apontando detalhes que eu jamais perceberia sozinho — um pica-pau batendo lá em cima, mirtilos selvagens escondidos pelo caminho (provei um, azedinho mas gostoso). Ele contou histórias sobre os antigos incêndios de Tyresta e como essa parte da Suécia sobrevive há milhares de anos. Em algum momento percebi que meu celular ainda estava no bolso — nem tinha checado uma vez. Isso quase nunca acontece.
Na metade do caminho, paramos junto a um lago espelhado que parecia quase preto no crepúsculo. Jonas tirou uma garrafa térmica com sopa quente (estava frio, mesmo sendo junho) e um pouco de pão com queijo. Ele chamou isso de “refeição de Midsummer” — normalmente teria arenque em conserva, mas dessa vez ele poupou a gente. Comemos sentados numa pedra grande à beira da água enquanto alguém tentava jogar pedras para quicar (mal, diga-se). Teve um momento em que ninguém falou nada — só o vapor subindo das nossas canecas e o último raio de sol batendo nas copas das árvores. Ainda lembro dessa vista quando estou preso no metrô de volta pra casa.
A segunda metade da trilha foi diferente — mais escura, mais silenciosa, mas nada assustadora. Era como se tivéssemos sido convidados a um segredo. Jonas ficava de olho em cervos ou raposas (sem sorte para nós), mas, de algum jeito, isso já não importava. Quando voltamos de ônibus para Estocolmo, meus sapatos estavam enlameados e minha mente clara de um jeito que eu nem sabia que precisava. Se você quer uma trilha ao pôr do sol perto de Estocolmo que não pareça forçada ou corrida, essa é a pedida.
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