Você vai caminhar por vinhedos do Algarve com produtores locais, provar seis vinhos direto de duas adegas e ouvir histórias reais de famílias por trás de cada garrafa. Sinta a textura dos barris de carvalho antigos, inspire o aroma das flores de laranjeira no ar da serra e divirta-se com risadas enquanto degusta vinhos feitos com paixão.
Chegamos ao primeiro vinhedo bem na hora em que uma brisa trouxe o aroma das flores de laranjeira pelo caminho de cascalho. Nossa guia, Joana, acenou com um sorriso — ela já tinha preparado as taças numa mesa de madeira sob umas árvores de cortiça. Tentei falar “obrigado”, mas provavelmente parecia que estava mastigando pedrinhas; ela riu e já serviu o primeiro branco. Começou a contar a história da família dela ali — desde 1865, segundo ela — e apontou a serra de Monchique ao longe. A luz estava suave e dourada, e confesso que não esperava sentir tanta paz. Um zumbido leve de abelhas vinha de algum lugar próximo.
A adega cheirava a pedra fresca e barris de carvalho. Joana nos deixou explorar um pouco enquanto explicava como conseguiram a certificação de origem (acho que foi isso que ela disse). Provar três vinhos ali passou rápido demais — eu voltava sempre para o tinto, que tinha um toque terroso incrível. Falamos sobre as árvores de cortiça (eles realmente descascam à mão), e lembro de tocar num barril antigo — áspero, mas de um jeito acolhedor. A lojinha tinha garrafas alinhadas como soldados, mas ninguém nos apressava.
Depois seguimos para o norte, rumo a Silves. O segundo vinhedo era menor, tocado por um casal português-francês que se conheceu em Bordeaux — ele mesmo contou isso, com um sorriso meio tímido. O lugar fica bem onde a serra de Monchique começa a subir; dá para ver o vale do rio Odelouca pela janela da sala de degustação, se você olhar além das videiras. Lá provamos mais três vinhos (meu favorito foi o rosé), e alguém perguntou sobre o laboratório deles — pequeno, mas cheio de equipamentos. O almoço não estava incluído, mas nos ofereceram uns biscoitos salgados típicos que combinavam de um jeito estranho com tudo.
Até hoje lembro daquele último gole do tinto, quando nos despedimos — o sol começava a se pôr atrás das colinas, e todo mundo ficou um pouco em silêncio. Não é nada sofisticado, mas tem algo em compartilhar histórias e vinho no Algarve que fica na memória mais do que a gente imagina.
Você prova três vinhos em cada vinhedo, totalizando seis vinhos diferentes durante o passeio.
Não há almoço tradicional incluído, mas às vezes são oferecidos petiscos leves, como biscoitos locais, durante as degustações.
Sim, ambos ficam ao norte de Portimão — um na divisa com Alvor e outro no concelho de Silves, perto da serra de Monchique.
Você pode participar de um grupo pequeno (até 8 pessoas) ou reservar a opção privada por um custo extra.
O tour inclui visitas guiadas em ambos os vinhedos/adegas, com degustação de três vinhos em cada propriedade e explicações do guia durante todo o passeio.
Não, a idade mínima para participar das degustações é 18 anos; bebês podem acompanhar no carrinho ou bebê-conforto, se necessário.
O primeiro vinhedo está na mesma família desde 1865.
Sim, há opções de transporte público perto de ambos os locais.
Seu dia inclui visitas a dois vinhedos distintos do Algarve, ao norte de Portimão — com seu guia contando histórias enquanto você explora as adegas e degusta seis vinhos clássicos da região (três em cada propriedade). Você terá acesso exclusivo para as degustações e explicações sobre as tradições da produção antes de voltar relaxado e talvez um pouco bronzeado.


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