Você sai cedo de Cusco para um dia de trekking na Montanha Colorida e Vale Vermelho com um guia local. Experimente chá de coca ao nascer do sol, veja lhamas pastando nos vales, encare trilhas de alta altitude para ver de perto as cores minerais da Vinicunca, e depois descanse com um almoço quente antes de voltar para a cidade — cansado, mas transformado.
Vou ser sincero — quase perdi a van porque meu alarme não tocou. Lá estava eu, saindo correndo do hostel em Cusco às 4h35 da manhã, cabelo bagunçado, botas meio amarradas. O motorista só sorriu e acenou pra eu entrar. A estrada para fora da cidade estava escura e silenciosa, só quebrada pelo canto de algum galo ou latido distante enquanto passávamos por vilarejos despertando. Quando paramos para o café da manhã (chá de coca quente nas mãos), eu finalmente comecei a acordar de verdade. O ar já parecia rarefeito, mas de um jeito fresco — como se desse pra sentir o frio no gosto, se é que isso faz sentido.
Nosso guia, Diego, explicou o caminho até a Montanha Colorida e deu uma boa aula sobre o mal de altitude (tentei não demonstrar nervosismo). Ele distribuiu bastões de caminhada — achava que não ia precisar, mas na última parte minhas pernas já estavam bambas. O começo da trilha foi tranquilo, vales abertos com pastores enrolados em mantas coloridas conduzindo lhamas e alpacas pela grama gelada. Em um momento, uma senhora riu da minha pronúncia de “Vinicunca” — falou devagar pra mim, mas acho que ainda estraguei. O vento aumentou conforme subíamos; deixava tudo com uma sensação mais nítida.
A subida final até a Montanha Colorida não foi fácil. Minha respiração saía em pequenas nuvens e cada passo pesava, mas quando chegamos ao mirante, Diego apontou aquelas faixas selvagens de cor na pedra — vermelhos, amarelos, verdes. Ele contou que cada camada tem um significado diferente nas histórias quechuas (quero lembrar mais disso). Tinha umas dez pessoas por ali, então não estava lotado. Alguém perto abriu uma sacola de laranjas e de repente senti o cheiro cítrico misturado com pedra fria e poeira.
Depois seguimos para o Vale Vermelho — sinceramente, mais tranquilo que a Montanha Colorida. É um espaço aberto enorme onde tudo é terra vermelha sob suas botas, sem barulho além do vento e vozes distantes ecoando pelas encostas. Descendo, percebi que meu nariz já estava queimado de sol, mesmo sem sentir calor lá em cima. O almoço no restaurante depois de tanto esforço teve um sabor especial; uma sopa reforçada e arroz com legumes (comi tudo). No caminho de volta, o sono bateu — todo mundo cochilou enquanto voltávamos para o caos de Cusco. Ainda penso naquelas cores quando fecho os olhos.
O passeio completo dura cerca de 13 horas, incluindo transporte de Cusco, refeições, caminhada nas duas atrações e retorno.
Sim, o café da manhã é servido em um restaurante local antes de começar a trilha para a Montanha Colorida.
O mirante fica acima dos 5.000 metros (cerca de 16.400 pés) de altitude.
Sim, as taxas de entrada para a Montanha Colorida e o Vale Vermelho já estão incluídas na reserva.
Sim, você almoça em um restaurante local depois da trilha, antes de voltar para Cusco.
É recomendado ter um preparo físico moderado, pois a altitude e alguns trechos íngremes perto da Vinicunca exigem esforço.
Sim, o transporte de ida e volta inclui busca no seu hotel em Cusco.
Sim, opções vegetarianas estão disponíveis se solicitadas no momento da reserva; informe suas necessidades alimentares com antecedência.
Seu dia começa com busca no hotel em Cusco antes do amanhecer, café da manhã com chá de coca para esquentar, caminhada guiada pela Montanha Colorida e Vale Vermelho com todas as entradas inclusas; bastões de caminhada são oferecidos se quiser; há sempre kit de primeiros socorros e cilindro de oxigênio à disposição; após a trilha, um almoço peruano fresquinho antes de retornar à cidade no fim do dia.


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