Você vai provar vinhos e piscos locais direto de vinícolas históricas perto de Ica, dar boas risadas com a guia enquanto passa por pomares, e acelerar pelas dunas de Huacachina de buggy antes de experimentar o sandboard ao pôr do sol. Prepare-se para sabores intensos, novas amizades e um pôr do sol que vai ficar na sua memória.
Sim, o transporte do seu hotel em Ica ou da recepção da rodoviária está incluído.
Você visita a Vinícola Tacama (ou Vista Alegre às segundas) e a vinícola artesanal El Arrabal.
Normalmente cerca de 2 horas; em feriados oficiais do Peru dura cerca de 1 hora.
Não, o almoço não está incluído, mas há tempo para comer no restaurante do El Arrabal (por conta própria).
Sim, o sandboard é feito deitado em pranchas tradicionais; equipamentos profissionais para ficar em pé podem ser alugados se quiser.
Este passeio não é recomendado para quem tem lesões na coluna, está grávida ou possui problemas cardiovasculares.
Sim, há degustação de vinhos e piscos locais em cada parada nas vinícolas.
Seu dia inclui transporte do hotel ou rodoviária em Ica, visitas guiadas à Vinícola Tacama (ou Vista Alegre às segundas) e à vinícola El Arrabal, com degustação de vinhos e piscos locais pelo caminho. Após o almoço (não incluído), você parte para um passeio de buggy pelas dunas de Huacachina com tempo para sandboard tradicional antes de voltar ao hotel ou rodoviária.
A primeira coisa que me chamou atenção foi o cheiro — uvas e terra — assim que entramos na Vinícola Tacama, nos arredores de Ica. Nossa guia, Rosa, nos chamou para ver uma prensa de madeira antiga (ela chamou de “la prensa”) e contou que ela está ali há mais tempo do que qualquer pessoa da família dela. Tentei imaginar todas aquelas colheitas. Ela nos serviu um pouco do Malbec deles — confesso que não sou muito de vinho, mas esse tinha gosto de sol e um toque floral que eu não consegui identificar. O pisco queimou um pouco, mas de um jeito bom. Ríamos com outro grupo próximo; dava para sentir que todo mundo já estava relaxado.
Depois fomos para a vinícola El Arrabal — menos sofisticada que a Tacama, mas com um clima mais acolhedor. Tinha cavalos sob árvores frutíferas (um deles ficava abanando o rabo para espantar moscas), e o ar tinha um cheiro doce e empoeirado. Aprendemos como fazem o pisco artesanalmente ali — Rosa explicou a diferença entre as uvas quebranta e itália, mas acho que confundi tudo. Almoçamos no restaurante deles; pedi um lomo saltado porque, né, por que não? Estava salgado e perfeito depois de tanta degustação.
A viagem até o oásis de Huacachina parecia coisa de filme — as dunas surgem do nada, douradas contra um céu azul intenso. Nosso motorista, Carlos, sorriu e acelerou o buggy nas dunas. Teve um momento que subimos uma duna e meu estômago quase saiu pela boca — gritei algo que não dá para repetir e o Carlos só riu ainda mais. Sandboard parecia fácil até tentar; a maioria das pessoas (eu incluso) saiu com areia em todos os cantos possíveis. Mas aí o sol começou a se pôr no deserto, com uma luz laranja iluminando os rostos — um silêncio só quebrado pelo vento. Até hoje lembro dessa vista quando a vida fica corrida demais lá em casa.
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