Saia de Muscat para um dia inteiro explorando Wahiba Sands em um 4x4 com guia local, tomando café omanense com beduínos e rindo com tâmaras doces. Depois do almoço, refresque-se nadando nas águas cristalinas de Wadi Bani Khalid antes de voltar — provavelmente ainda sentindo o sabor do cardamomo na boca.
O passeio dura o dia todo, saindo de Muscat pela manhã e retornando à noite.
Sim, o transporte de ida e volta está incluído para hotéis, aeroporto ou porto na região de Muscat.
Sim, dá para nadar nas piscinas de água doce de Wadi Bani Khalid; leve roupa de banho e toalha.
Sim, você vai parar numa casa beduína tradicional para experimentar café omanense e tâmaras, se estiverem disponíveis.
Sim, haverá uma parada para almoço num restaurante local durante o dia.
Não é recomendado para pessoas com problemas na coluna, saúde cardiovascular comprometida ou gestantes.
Leve protetor solar, chapéu, roupas confortáveis, roupa de banho com saída para usar por cima e toalha para nadar.
O seu dia inclui transporte de ida e volta do hotel ou outros pontos em Muscat, todo o trajeto em veículo 4x4 confortável com guia omanense que fala inglês, visitas às dunas do deserto Wahiba Sands e a uma casa beduína tradicional (com café e tâmaras, se disponíveis), almoço em restaurante local, bastante água engarrafada durante o percurso e tempo para relaxar ou nadar nas piscinas de Wadi Bani Khalid antes do retorno.
Confesso que estava meio apreensivo com a areia. Nosso guia, Yousuf, só sorria enquanto deixávamos Muscat para trás e as construções iam sumindo. Quando paramos rapidinho em Fanja para uma foto, o carro já estava perfumado com o cardamomo do seu termômetro. O sol ainda estava baixo, mas já cortava o ar, e eu sentia aquele calor seco do deserto entrando pela janela. Já tinha visto fotos de Wahiba Sands, mas nada prepara você para aquele mar dourado sem fim — é como se o mundo inteiro tivesse abaixado o volume, só o vento continuasse alto.
A parte de 4x4 foi uma aventura (meu estômago até deu uma rebolada nas dunas), mas Yousuf não parava de contar histórias da infância ali perto — algo sobre as cabras do tio dele que sempre fugiam para a areia. Paramos numa casa beduína onde uma senhora mais velha me ofereceu xícaras minúsculas de café omanense e tâmaras tão doces que quase grudaram nos meus dentes. Ela riu quando tentei falar “shukran” direito — acho que estraguei a palavra. Camelos descansavam ali perto, parecendo indiferentes à nossa presença de cidade grande. O lugar tinha uma paz estranha, só o som de uma chaleira apitando ao longe quebrava o silêncio.
O almoço foi num lugar simples à beira da estrada (nem peguei o nome) — arroz, frango grelhado, salada — mas tinha um gosto melhor que qualquer coisa chique. Talvez fosse a fome depois de tanto ar seco e areia? Depois seguimos para Wadi Bani Khalid. A água lá tem um azul-esverdeado inacreditável; fresca o suficiente para arrepiar a pele depois daquele calor todo. Crianças se divertiam na água, famílias faziam piquenique sob as palmeiras. Fiquei flutuando por um bom tempo olhando aquelas paredes íngremes do cânion e, sinceramente, não queria ir embora. Até hoje, quando penso em Omã, lembro desse contraste: areia quente e água gelada.

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