Encontre seu guia local em Methven e embarque num voo de balão ao nascer do sol sobre as planícies de Canterbury. Veja as montanhas de um lado e o brilho do Pacífico do outro. Após sobrevoar campos e encostas, celebre o pouso com um brinde de espumante no meio da grama — uma sensação de encantamento que fica por dias.
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Quando finalmente decolamos, caiu um silêncio — não total, porque dava pra ouvir as vacas lá embaixo e o som do queimador de vez em quando. Mas, principalmente, era uma sensação de calma. As planícies de Canterbury se estendiam como um enorme patchwork, tons de dourado e verde que se perdiam na névoa azul em direção ao Pacífico. Li apontava para o oeste e nomeava cada pico nevado que via; eu só lembrava do Mount Hutt e talvez do Mount Sunday (acho que foi onde filmaram cenas do Senhor dos Anéis?). Ele disse que em dias claros dá pra ver até o Mt Cook ou o Mt Aspiring. Minhas mãos estavam geladas segurando a borda da cesta, mas eu não conseguia soltar — é difícil explicar, mas lá em cima você se sente ao mesmo tempo minúsculo e gigante.
Ficamos mais baixos por um tempo — perto o suficiente para ver um fazendeiro acenando pra gente. Alguém do grupo gritou “kia ora!” pra ele; ele respondeu acenando com os dois braços. Depois do pouso (um pouco mais puxado do que eu esperava, mas nada demais), todos rimos aliviados. Li abriu uma garrafa de espumante ali mesmo no campo — a grama grudava nas minhas botas, o sol finalmente esquentava meu rosto. Ele falou que as fotos iam ficar disponíveis online depois, pra quem quisesse. Sinceramente, às vezes ainda me pego pensando naquela vista quando a vida fica barulhenta em casa.
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