Você vai explorar trilhas na floresta antiga perto do Franz Josef Glacier com um guia local que conhece cada detalhe e história do caminho. Prepare-se para botas sujas, orquídeas selvagens e momentos de silêncio à beira dos rios glaciais—com transporte e equipamentos inclusos se precisar. Não é sobre chegar o mais perto possível do gelo, mas sim sentir que faz parte dessa paisagem em constante transformação durante uma tarde.
Até hoje rio quando lembro de quase perder minha bota na lama antes mesmo de chegarmos à floresta. Nosso guia, Jamie, só sorriu e me entregou um par mais resistente que estava no carro—aparentemente isso é bem comum por aqui, perto do Franz Josef Glacier. O ar tinha um cheiro forte, quase metálico, vindo do rio próximo, e uma névoa baixa deixava tudo com um aspecto mais suave do que realmente era. Começamos o passeio logo depois que o Jamie nos buscou na cidade (eles pegam você no hotel se pedir), e, pra ser sincero, não esperava me sentir tão pequeno andando sob aquelas árvores podocarpos. A gente só percebe a idade de certas coisas quando está ali, no meio delas.
O caminho não era dos mais fáceis—raízes por todo lado e folhas molhadas grudando na jaqueta—mas isso faz parte da aventura. O Jamie parava a cada poucos minutos pra mostrar algo: um cogumelo selvagem aqui, uma orquídea escondida atrás de um tronco ali. Ele contou histórias sobre como o glaciar se moveu ao longo das décadas, como o vale vai mudando de forma. Em um momento ouvimos os tui cantando lá no alto—um som meio estranho se você nunca ouviu—e tentei gravar, mas só capturei o barulho dos meus passos na folha seca. O glaciar ficava à vista durante quase toda a caminhada, mas a gente não chega até a face terminal (por segurança). Mesmo assim, estar a uns 2000 metros já dá uma sensação de proximidade. Teve um momento em que as montanhas se refletiam perfeitamente num lago antigo—até hoje lembro dessa imagem quando estou preso no trânsito em casa.
Terminamos perto de um rio alimentado pelo gelo, onde o Jamie deixou a gente só ficar ali, ouvindo o som da água por um tempo. Ninguém falou nada; até as crianças do grupo ficaram quietas. A água era tão cristalina que parecia até mentira. Tentei jogar uma pedra para pular e errei feio—o Jamie riu, mas disse que já viu lançamentos piores. Começou a garoar na volta, mas eles já tinham guarda-chuvas prontos (e, sinceramente, a chuva só deixa o cheiro da floresta ainda mais verde). Se você quer um passeio de um dia saindo de Franz Josef que vai além das fotos, esse é o ideal—mesmo que suas botas acabem enlameadas.
Você caminha até cerca de 2000 metros da face terminal do glaciar; não é permitido andar sobre ou muito perto do gelo por questões de segurança.
Sim, o guia busca você no hotel ou ponto combinado em Franz Josef antes do passeio começar.
Roupas para chuva são fornecidas, assim como guarda-chuvas e botas se precisar—basta avisar antes, pois a quantidade é limitada.
Sim, bastões podem ser fornecidos mediante pedido para ajudar em terrenos irregulares.
Sim, é pensado para todas as idades e níveis de preparo; também há assentos especiais para bebês, se necessário.
Não, não inclui refeições; é bom levar lanches e água para o caminho.
Você pode avistar aves nativas como o tui e encontrar cogumelos selvagens e várias espécies de orquídeas na floresta.
A duração varia conforme o ritmo do grupo, mas geralmente leva algumas horas, incluindo paradas para histórias e fotos.
O dia inclui transporte do seu hotel ou ponto combinado na vila de Franz Josef, roupas para chuva e guarda-chuvas fornecidos pelo guia (com botas e bastões disponíveis se precisar), além de acompanhamento pelas trilhas da floresta até rios alimentados por geleiras—para você curtir o passeio sem se preocupar com equipamentos ou logística.


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