Você vai fazer trilhas pela floresta entre os vulcões lendários do México — Iztaccihuatl e Popocatépetl — com um guia local que conhece cada história e atalho. Prepare-se para o ar fresco da montanha, flores silvestres sob os pés e um almoço de mercado com tacos que valem cada passo. Se quer paisagens vulcânicas de verdade e um toque humano (e talvez pernas cansadas), esse passeio é para você.
Tudo começou quando nosso guia, Jorge, me entregou um bastão de trekking com um sorriso como se já soubesse que eu ia precisar. Ele perguntou se eu tinha dormido bem na Cidade do México (não tinha — muita empolgação), e enquanto saíamos da cidade, contou histórias sobre os dois vulcões. Iztaccihuatl é a “mulher adormecida”, disse ele, e o Popocatépetl — a “montanha fumegante” — já soltava uma fina coluna de fumaça ao longe. O silêncio no van só era quebrado pela voz dele e pelo zíper das mochilas. Antes mesmo de descer no Paso de Cortés, já dava para sentir o cheiro de pinho no ar.
O ar estava mais rarefeito do que eu esperava — fresco, com um toque de fumaça de lenha vindo de algum lugar perto. Seguimos Jorge pela floresta, pisando em agulhas de pinheiro e desviando das raízes, enquanto ele apontava umas florzinhas roxas pequeninas cujo nome eu logo esqueci (desculpa, Jorge). De vez em quando, ele parava para a gente recuperar o fôlego ou simplesmente admirar a fumarola do Popocatépetl soltando fumaça como se tivesse pressa. Em um momento, alguém tentou falar “Amalacaxco” e acabou falando tudo errado; Jorge riu e deu uma rápida aula de pronúncia em náuatle. Sério, isso me deixou mais acordado que qualquer energético.
Subir o Cerro Altzomoni foi mais puxado do que eu imaginava — não é o Everest, mas dá para sentir cada metro. O vento ficou forte perto do topo e minhas bochechas até arderam um pouco; lembro de pensar como a cidade parecia minúscula lá de cima. Teve um instante em que ninguém falou nada — só o vento, o barulho das botas na pedra, o Popo roncando longe — e parecia que estávamos em outro planeta. Não sei quanto tempo durou, mas ficou marcado na memória.
Depois descemos para a ravina Amalacaxco (mais flores selvagens, menos oxigênio) e voltamos para o Paso de Cortés. Minhas pernas já estavam bambas, mas Jorge nos animava prometendo tacos no mercado. E que tacos! As quesadilhas daquele carrinho eram uma bagunça deliciosa, com queijo puxando para todo lado enquanto os vendedores gritavam os pedidos atrás da gente. Nada chique, mas depois de tanto trekking entre Iztaccihuatl e Popocatépetl? Foi a melhor refeição da vida — até hoje lembro das tortillas defumadas.
O passeio dura o dia todo, com transporte saindo da Cidade do México, trekking entre Iztaccihuatl e Popocatépetl e retorno após o almoço.
Sim, o almoço está incluído — uma refeição tradicional em um mercado local com tacos e quesadilhas mexicanas.
Não precisa — bastões e mochila são fornecidos pelos guias, junto com lanches e bebidas.
Você vai caminhar por florestas, subir o Cerro Altzomoni para ver a fumarola do Popocatépetl, atravessar ravinas como Amalacaxco e voltar para o Paso de Cortés.
O passeio não é recomendado para gestantes ou pessoas com problemas na coluna ou cardiovasculares, mas é adequado para a maioria dos níveis de preparo físico.
Você verá a fumarola do Popocatépetl de pontos seguros — não é permitido chegar perto por questões de segurança.
O dia inclui transporte privado saindo da Cidade do México, todo o equipamento necessário para trekking como bastões e mochilas com lanches (água, energético, barra de chocolate, amendoim, frutas), além de um almoço reforçado no mercado tradicional para provar tacos e quesadilhas mexicanas antes de voltar cansado, mas feliz.


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