Troque o barulho da cidade pelo ar puro das montanhas neste passeio de um dia pelo Vale do Ourika e Atlas saindo de Marrakech. Tome chá de hortelã numa cooperativa de óleo de Argan comandada por mulheres, faça uma trilha guiada até as cachoeiras de Setti Fatma com um guia berbere, e relaxe com um almoço à beira do rio antes de voltar — cansado, mas com o coração leve.
A viagem leva cerca de uma hora em cada sentido; o passeio completo dura o dia todo, incluindo paradas e almoço.
Não, o almoço não está incluído, mas você terá tempo livre para comer nos restaurantes à beira do rio na vila de Setti Fatma.
Não é necessário equipamento especial; tênis confortáveis são recomendados, pois alguns trechos podem ser escorregadios ou rochosos.
Sim, o transporte compartilhado inclui busca no seu hotel ou ponto de encontro próximo em Marrakech.
A opção privada oferece um guia berbere só para você, com uma caminhada personalizada; a compartilhada é em grupo pequeno com guia.
Sim, há paradas em oficinas de artesanato onde você pode ver e comprar cerâmicas, tapetes e outros produtos feitos à mão.
Não; devido ao terreno irregular e à caminhada moderada, é melhor para quem tem condicionamento físico médio.
Seu dia inclui transporte compartilhado com ar-condicionado saindo de Marrakech (com busca), visita a cooperativa de óleo de Argan comandada por mulheres locais, oficinas de artesanato tradicional pelo caminho, além de uma trilha guiada até as cachoeiras de Setti Fatma com um guia berbere local, antes do retorno cansado, mas feliz.
Não esperava que o ar mudasse tão rápido depois de sair de Marrakech — parecia que a cidade simplesmente nos deixava ir. A viagem até as Montanhas do Atlas durou cerca de uma hora, mas parecia que havíamos entrado em outro mundo. Nosso motorista, Youssef, apontava os olivais e aquelas vilas de barro agarradas às encostas. Eu ficava abrindo a janela para sentir melhor aquele cheiro fresco e verde — algo que não se encontra na cidade. Passamos por um grupo de crianças acenando de um muro de pedra; acenei de volta e elas riram, me fazendo sorrir sem motivo.
A primeira parada foi numa cooperativa de óleo de Argan administrada por mulheres locais. Nos serviram copinhos de chá de hortelã (doce na medida para dar vontade de tomar mais) enquanto mostravam como moem as nozes à mão. O ambiente tinha um cheiro levemente amendoado e defumado — experimentei o óleo no pão e, sinceramente, era mais saboroso que qualquer outro que já provei. Uma das mulheres me ensinou a dizer “obrigado” em Tamazight, mas acho que falei errado; ela só sorriu. Também visitamos uma oficina — tapetes empilhados por todo lado, cores tão vibrantes que quase doíam nos olhos sob o sol.
O que todo mundo comenta é a trilha até as cachoeiras de Setti Fatma, e sim, tem trechos escorregadios, mas nada difícil se você for com calma. Nosso guia berbere, Ahmed, parava para mostrar ervas selvagens ou contar qual casa era de qual primo — parecia conhecer todo mundo do caminho. O som da água foi ficando mais forte até que, de repente, lá estava ela: o spray gelado no rosto, o sol passando pelas folhas. Alguns molharam os pés; eu só sentei numa pedra e fiquei em silêncio por um instante. O almoço depois foi simples — tagine à beira do rio, sapatos fora debaixo da mesa, ouvindo o som tranquilo da água e as vozes ao longe. Foi bom não ter pressa pela primeira vez.
Na volta, o clima ficou mais calmo; todo mundo meio sonolento ou olhando para os últimos pedaços de neve no topo das montanhas. Fiquei pensando nas histórias do Ahmed e naquele primeiro sopro de ar puro fora de Marrakech — engraçado como um detalhe tão pequeno fica na memória.

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