Viaje de Casablanca com um guia local que traz a história de Rabat à vida com histórias e detalhes — como sentir a pedra antiga ou ouvir as cegonhas em Chellah. Explore a Torre Hassan, caminhe pelas vielas azuis da Kasbah dos Udayas e relaxe à beira do rio para o almoço antes de voltar com novas memórias (e talvez algumas fotos inesperadas).
São cerca de 1 hora de carro em cada sentido entre Casablanca e Rabat.
Sim, o serviço de busca e retorno em hotéis no centro de Casablanca está incluso.
Não, visitantes só podem ver o palácio por fora e aproveitar os jardins.
O almoço não está incluso; as entradas são pagas onde necessário, exceto as refeições na Marina Salé.
Sim, é adequado para todos os níveis, com caminhadas leves na maior parte do tempo.
O motorista/guia é multilíngue, incluindo inglês entre outros idiomas.
O Jardim Andaluz fecha às terças; vale confirmar se for importante para sua visita.
Sim, é necessário levar o passaporte para acessar áreas próximas ao Palácio Real.
O passeio inclui busca e retorno no hotel no centro de Casablanca, transporte privativo com ar-condicionado e Wi-Fi, água mineral durante todo o trajeto, além de um guia local multilíngue que ajuda com fotos e dúvidas em cada parada — o almoço é livre, feito à beira do rio na Marina Salé antes do retorno.
“Se quiser entender Rabat, precisa ouvir suas paredes”, disse nosso motorista Youssef enquanto passávamos pelas antigas fortificações. Ele apontou como a cor da arenito muda com a luz da manhã — eu nunca tinha reparado, mas ele estava certo. A cidade parecia mais tranquila que Casablanca, mesmo chegando no horário em que o trânsito começava a aumentar. A primeira parada foi a Torre Hassan — imponente de perto, e a pedra esculpida fica fresca ao toque (eu passei a mão, provavelmente não devia). Youssef contou sobre a mesquita inacabada e como a sombra da torre se move pela praça ao longo do dia. O lugar tem uma paz estranha; pombos por toda parte.
O Mausoléu de Mohammed V fica logo ao lado — os guardas com uniformes vermelhos vibrantes ficam tão imóveis que parecia que não piscavam. Lá dentro, o cheiro de incenso e pó de mármore é sutil. Foi projetado por Nguyen Viet Thu (Youssef pronunciou o nome certinho; eu tentei e não consegui). Os túmulos de ônix branco sob aquela enorme cúpula parecem brilhar sob o sol do meio-dia. Havia alguns visitantes, mas a maioria eram locais prestando homenagem. Não pudemos entrar no Palácio Real, mas ficamos do lado de fora observando os jardineiros varrendo as folhas em montinhos — um deles acenou quando meu amigo tentou tirar uma foto.
Chellah foi minha parte favorita desse passeio de um dia a Rabat saindo de Casablanca. Flores silvestres por todo lado e cegonhas fazendo ninhos no topo das colunas quebradas — o som do bico batendo ecoava sobre as pedras romanas antigas. O ar tinha um perfume de flor de laranjeira misturado com um cheiro terroso que não sei bem explicar. Depois fomos para a Kasbah dos Udayas: vielas azuis e brancas que descem até o rio, crianças jogando bola em pátios pequenos, gatos tomando sol nas portas. Em um momento perdi o grupo porque parei para admirar um trabalho de azulejo — valeu muito a pena.
O almoço não estava incluído, mas acabamos na Marina Salé mesmo, comendo peixe grelhado enquanto assistíamos os barcos passarem (e claro, café depois). Nosso guia se ofereceu para tirar fotos — ele até nos fez rir tanto que quase deixei o celular cair dentro do tagine. No caminho de volta para Casablanca, fiquei pensando na calma daqueles jardins e como Rabat tem um clima tão diferente das outras cidades do Marrocos. Ainda não entendi bem o que Youssef quis dizer com ouvir as paredes, mas talvez isso a gente descobre depois.
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