Você vai tomar chá com moradores em vilarejos nas montanhas, andar de camelo pelas dunas douradas de Erg Chebbi ao pôr do sol, dormir em um acampamento berbere sob estrelas do Saara e atravessar vales impressionantes até Marrakech. Espere risadas com seu guia, tagine feito no fogo e um nascer do sol que vai ficar na sua memória toda vez que ver areia.
O passeio dura dois dias, começando em Fes e terminando em Marrakech no final do segundo dia.
Sim, o jantar está incluído durante a estadia no acampamento berbere perto de Merzouga.
Sim, há um passeio de camelo ao pôr do sol pelas dunas de Erg Chebbi no primeiro dia e um passeio opcional ao nascer do sol no segundo.
Você pode escolher entre acomodações Classic (banheiros compartilhados) ou Deluxe (banheiro privativo) no acampamento.
O tour inclui transporte com ar-condicionado, passeios de camelo nas dunas de Erg Chebbi, jantar e café da manhã no acampamento, pranchas de areia para usar no acampamento e traslado em Fes.
O grupo tem até 18 viajantes por saída — pequeno para conforto, mas ideal para socializar.
Não, o almoço não está incluído; há paradas no caminho onde você pode comprar comida.
Bebês podem participar, mas devem ficar no colo de um adulto; não é recomendado para gestantes ou pessoas com problemas na coluna ou coração.
Sua viagem inclui traslado em veículo com ar-condicionado em Fes, com um guia local que vai te levar por vilarejos nas montanhas e vales de oásis até Merzouga. Você vai curtir jantar e café da manhã em um acampamento tradicional no deserto depois do passeio de camelo pelas dunas de Erg Chebbi — com pranchas de areia para quem quiser se aventurar — antes de seguir para o oeste rumo a Marrakech.
Ainda estávamos rindo da minha tentativa de dizer “shukran” quando nosso motorista, Youssef, parou em Ifrane. Essa cidadezinha estranha parece mais suíça que marroquina — telhados pontudos, ar fresco e gente agasalhada mesmo na primavera. Youssef nos comprou chá de hortelã doce de um vendedor de rua que piscou pra mim quando tentei agradecer de novo (acho que dessa vez acertei mais). Depois, na floresta de cedros, vimos macacos de Gibraltar — um deles me encarou como se soubesse o quanto eu estava cansado da viagem saindo de Fes. O cheiro era de pinho e terra úmida. Parávamos para fotos, mas, na real, metade do tempo eu só queria ver a luz mudando nas colinas.
A estrada parecia não ter fim pelo Vale do Ziz — palmeiras por todo lado e, de repente, só areia e vento. Em Merzouga, conhecemos nosso guia de camelos (ele se chamava “Simo Ronaldo”, o que fez todo mundo rir) e partimos para as dunas de Erg Chebbi pouco antes do pôr do sol. Os camelos são mais altos do que eu imaginava; o meu ficava virando a cabeça como se conferisse se eu ainda estava ali. A areia estava fresca na minha mão, mas esfriou rápido conforme o sol se punha. No acampamento, jantamos um tagine cozido lentamente no carvão — defumado e saboroso — e depois ficamos sentados ouvindo tambores sob um céu tão estrelado que parecia irreal. Alguém tocou uma música no celular que se misturou com o vento. Não sei por que isso ficou na minha memória até hoje.
Acordar no deserto é estranho, um silêncio só quebrado por algumas vozes e o som suave dos camelos se preparando para o passeio ao nascer do sol pelas dunas. Minhas pernas doíam, mas eu nem ligava — queria só mais um instante daquela luz rosada na areia antes de arrumar as coisas para Marrakech. A viagem para o oeste foi longa, mas nada cansativa; passamos pela Garganta do Todra (parada para laranjas) e cruzamos o passo Tizi-n'Tichka, onde pastores acenavam lá embaixo. Quando chegamos em Marrakech, já estava escuro e agitado de novo — parecia voltar para outro mundo completamente diferente.
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