Você vai explorar a medina azul de Chefchaouen com um guia local, tomar chá de hortelã na Plaza Uta el-Hammam, visitar os cantinhos tranquilos do museu da kasbah e descansar na cachoeira Ras el-Maa. O passeio começa com o traslado no hotel em Fez — o que fica é aquela calma das montanhas e todos os tons de azul.
O passeio dura cerca de 12 horas, incluindo o tempo de deslocamento entre Fez e Chefchaouen.
Sim, o traslado do hotel em Fez está incluso na sua reserva.
Você vai conhecer a medina de Chefchaouen, o museu da kasbah, a Plaza Uta el-Hammam, a área da Grande Mesquita e a cachoeira Ras el-Maa.
Sim, um guia local vai acompanhar você pela medina e pelos principais pontos da cidade.
Não inclui refeições, mas há muitos cafés e barraquinhas em Chefchaouen onde você pode comprar comida ou chá.
Sim, crianças podem participar, mas precisam estar acompanhadas por um adulto durante todo o passeio.
O transporte é feito em uma van ou micro-ônibus com ar-condicionado, do tipo confortável para a viagem entre Fez e Chefchaouen.
Como o passeio é privado, você pode decidir como quer aproveitar o tempo, dentro do razoável.
O seu dia inclui traslado no hotel em Fez, transporte em van ou micro-ônibus com ar-condicionado e motorista profissional, além de tempo para explorar Chefchaouen com um guia local experiente antes de voltar com conforto no fim da tarde.
Estamos subindo as montanhas do Rif antes mesmo do meu café esfriar — janelas abertas, o ar fresco entrando devagar. Nosso motorista, Youssef, canta baixinho uma música antiga de chaabi no rádio. De vez em quando ele aponta algo — cabras agarradas em encostas quase impossíveis, ou um lampejo de flores silvestres. A viagem de Fez até Chefchaouen é longa (quase quatro horas), mas nunca fica monótona. Talvez seja a luz mudando sobre as colinas ou aquela expectativa gostosa de chegar a um lugar diferente.
Quando avistamos Chefchaouen pela primeira vez, aquelas paredes azuis quase parecem brilhar contra o verde ao redor. Entrar na medina com nossa guia Samira foi como entrar num sonho alheio. Ela nos levou à sua padaria favorita (o cheiro do khobz fresquinho ainda está na minha memória), depois seguimos por vielas onde crianças jogavam bola e velhinhos acenavam das portas sombreadas. Na Plaza Uta el-Hammam, paramos num café minúsculo para um chá de hortelã — Samira riu quando tentei pedir em árabe. Acho que errei metade das palavras, mas ela só sorriu e corrigiu pra mim.
O museu da kasbah era mais tranquilo do que eu imaginava — salas escuras cheias de instrumentos musicais antigos e fotos em preto e branco. Teve um momento em que a luz do sol iluminou a poeira sobre um rifle antigo; fiquei ali mais tempo do que planejava. Depois, subimos até a cachoeira Ras el-Maa, que não é grande, mas tem um som suave que parece silenciar tudo ao redor. Alguns moradores lavavam tapetes no riacho, conversando baixinho em tamazight. Sentamos um tempo, deixando os pés pendurados na água gelada.
Não comprei nada nas lojinhas (apesar dos cobertores tecidos serem tentadores), mas peguei um punhado de azeitonas numa barraca perto da mesquita — salgadas e com um toque ácido, perfeitas para beliscar na volta para Fez. O dia todo teve um ritmo calmo, mesmo com tanto para ver. Acho que o que fica mesmo é essa sensação de que o tempo passa diferente dentro daquelas paredes azuis.

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