Você vai acompanhar um guia local pelas Criptas dos Capuchinhos depois do horário normal, e depois descer nas antigas catacumbas com transporte privado e grupo pequeno. Veja de perto capelas feitas com ossos, caminhe por túneis silenciosos cheios de história e ouça histórias que vão ficar na sua memória. Uma experiência que permanece mesmo depois de voltar à superfície.
Não, não há busca no hotel; o ponto de encontro é na Piazza Barberini, no centro de Roma.
O tour visita as Catacumbas de Priscilla ou San Sebastiano, dependendo da data; San Sebastiano é usada quando Priscilla está fechada.
Não, carrinhos e bebê conforto não são permitidos por causa do terreno irregular; crianças precisam ter assento próprio no transporte.
Sim, o preço do tour inclui as entradas para as Criptas dos Capuchinhos e para as catacumbas selecionadas.
O trajeto dura cerca de 20 a 30 minutos, dependendo do trânsito.
Sim, joelhos e ombros devem estar cobertos, pois são locais sagrados; leve um lenço ou casaco se precisar.
Sim, o guia local é fluente em inglês durante todo o tour.
Você acessa os locais fora do horário comum, com menos pessoas, para uma experiência mais tranquila nas criptas e túneis.
Seu passeio inclui transporte privado entre os locais, entrada sem fila para as Catacumbas de Priscilla ou San Sebastiano (conforme data), visita guiada após o horário normal nas catacumbas e Criptas dos Capuchinhos com áudio guia, além de um guia local que fala inglês durante todo o tour, retornando próximo à Piazza Venezia à noite.
“Você não tem medo do escuro, né?” Foi o que nosso guia, Marco, perguntou enquanto estávamos juntos na Piazza Barberini — que ainda vibrava com o som das scooters e aquele cheiro sutil de café no ar. Dei uma risadinha, mas, para ser sincero, não tinha tanta certeza assim. Era uma sensação estranha e ao mesmo tempo empolgante ir para as Criptas dos Capuchinhos depois do horário normal, quando a maioria dos turistas já estava nos hotéis ou jantando em algum lugar de Roma. A cidade parecia outra à noite — mais suave nas bordas, mas também um pouco mais misteriosa.
Dentro das Criptas dos Capuchinhos, o ar estava mais fresco, quase frio. O cheiro era antigo — uma mistura de poeira e cera de vela — e o silêncio fazia cada passo ecoar nas paredes. Marco explicou (com muita calma) como os frades usavam ossos para decorar essas capelas, como um lembrete de que a vida é curta. Tentei absorver tudo sem olhar demais para os crânios ou fêmures dispostos em padrões acima de nós. Uma menininha de outro grupo sussurrou “mamãe” e apertou forte a mão da mãe; peguei o olhar do Marco e ele só assentiu, como quem diz: sim, esse lugar mexe com a gente.
Depois, entramos numa van — só nosso grupo pequeno — e seguimos para áreas mais tranquilas de Roma para o tour noturno pelas catacumbas. Os túneis (fomos às de San Sebastiano, já que Priscilla estava fechada) estavam ainda mais frios, quase úmidos ao toque se você encostasse na pedra. Marco apontava os afrescos desbotados à luz da lanterna; tinha uma pintura minúscula de Maria que ele disse ser uma das mais antigas já encontradas. Meu italiano não é dos melhores, mas ele alternava entre inglês e italiano para todo mundo entender. Em certo momento, percebi o quão fundo estávamos; lá embaixo, a gente realmente perde a noção do tempo e do espaço.
Não esperava me sentir tão reflexivo depois — talvez fosse por estar longe da multidão, algo raro em Roma, ou talvez caminhar por corredores com séculos de história mexa com a cabeça. De qualquer forma, quando nos deixaram perto da Piazza Venezia (sem retorno ao hotel), fiquei pensando naqueles túneis silenciosos muito tempo depois de termos saído de lá.

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