Você vai contornar Ortigia de barco particular com guia local, passar pelo Castelo Maniace e palácios antigos, brindar com vinho siciliano no convés, explorar grutas marinhas iluminadas por corais e ainda dar um mergulho nas águas cristalinas da costa de Siracusa. Risadas, surpresas e momentos que ficam na memória.
O passeio dura cerca de 1 hora e 30 minutos.
Sim, há uma parada para nadar nas águas claras da costa.
Sim, os convidados recebem um brinde com vinho branco e tinto a bordo.
Sim, você entrará em grutas ao norte de Siracusa com corais e estalactites.
Sim, todas as áreas são acessíveis para cadeiras de rodas e carrinhos são bem-vindos.
Inclui opções de traslado próximo via transporte público.
Um guia local oferece comentários adaptados ao perfil dos visitantes durante o passeio.
Bebês são bem-vindos; devem ficar no colo de um adulto ou em carrinho.
Seu dia inclui um passeio privado guiado por Ortigia e Siracusa com comentários do capitão local, visita às grutas naturais com corais e estalactites, brinde com vinho branco ou tinto gelado a bordo (você escolhe), além de bastante tempo para nadar nas famosas águas cristalinas antes do retorno ao porto.
A primeira coisa que lembro é a cor da água — não exatamente azul, mais como vidro com um toque de turquesa, brilhando sob o casco enquanto deixávamos o antigo porto de Ortigia. Nosso capitão, Paolo, acenou para um pescador consertando redes no cais (parecia que conheciam todo mundo), e logo apontou o Castello Maniace, que se ergue na ponta como um guardião de pedra. O cheiro de sal misturado com algo levemente herbal — talvez funcho selvagem trazido pela brisa? Tentei cumprimentar uma senhora mais velha em outro barco com um “buongiorno”; ela sorriu e respondeu em siciliano tão rápido que só ri mesmo.
Navegamos pela orla de Siracusa, enquanto Paolo contava histórias sobre palácios e igrejas — a Catedral, construída sobre o templo de Atena, ele disse, o que ainda me parece incrível. Ele diminuiu a velocidade perto de Santa Lucia alla Badia para mostrarmos a pintura de Caravaggio pela porta aberta (esforcei a vista, não sei se vi ou só quis ver). As muralhas espanholas pareciam pesadas e desbotadas pelo sol. Teve um momento em que ele serviu vinho branco em copinhos de plástico — nada chique, mas gelado e refrescante, perfeito para o calor. Alguém experimentou o tinto; eu fiquei no branco. A cidade passava devagar, como em câmera lenta.
Depois seguimos para o norte, rumo às grutas marinhas. A luz mudou lá dentro — de repente ficou fresca e sombria, com ecos nas pedras pingando estalactites. Paolo iluminou com a lanterna do celular para mostrarmos as pequenas flores de coral agarradas às paredes (ele chamou de “fiori di corallo”). O cheiro era úmido e mineral. Minha amiga tocou a parede — escorregadia e fria — enquanto Paolo inventava histórias sobre as formas nas pedras (“aquela parece um cavalo!”). Ficamos em silêncio por um instante, só ouvindo a água batendo nas rochas.
Na volta, deu tempo para um mergulho na costa. A água era mais cristalina do que qualquer piscina que já vi; até meus dedos pareciam mais claros debaixo d’água. Ficamos flutuando um pouco antes de subir de volta (para mim foi meio desajeitado — escada escorregadia). Não esperava me sentir tão tranquilo ali, de verdade. Ainda penso naquela vista de Ortigia pelo mar, especialmente quando o barulho da cidade fica demais.
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