Suba do litoral de Taormina até as encostas do Monte Etna com um guia local, sentindo o ar mudar enquanto passa por florestas e antigas lava. Caminhe dentro de um tubo de lava real, circule crateras antigas a 2000 metros e ouça histórias da vida siciliana no vulcão antes de voltar — sapatos provavelmente sujos, mas coração cheio.
Começamos a subir de Taormina, deixando o mar para trás — dá para sentir nos ouvidos aquele estalo lento conforme a estrada vai ganhando altitude. Nosso guia, Salvo, apontava para aquelas antigas paredes de pedra cobertas por flores silvestres. Ele contou que o avô dele costumava colher cogumelos ali depois da chuva (tentei imaginar, com as botas enlameadas). O ar foi ficando mais fresco e cortante, como se alguém tivesse aberto uma janela na cabeça.
Em algum ponto acima da linha da floresta, paramos onde o chão parecia quase preto — não era só terra, mas uma areia grossa que grudava no meu sapato. Salvo me entregou um pedaço de pedra de lava; era mais leve do que eu esperava e estranhamente quente pelo sol. Tinha um cheiro também — não exatamente enxofre, mais como terra seca depois da tempestade. Pensei comigo: é assim que deve ser caminhar num vulcão.
O Vale do Bove se abriu lá embaixo — um mar de ondulações e rios congelados de lava antiga. Entramos num tubo de lava (tive que me abaixar bastante; Salvo riu do meu italiano atrapalhado), e estava tudo escuro, só a luz das nossas lanternas refletindo nas paredes. Minhas mãos ficaram sujas e geladas. Falamos das erupções de décadas atrás; ele mostrou onde uma delas quase isolou a vila dele. É estranho como as pessoas vivem tão perto de algo tão instável.
Não cheguei aos 3000 metros — quem sabe da próxima, se eu tiver mais coragem ou sair mais cedo. Mas só dar a volta nos crateras extintos a 2000 metros já parecia coisa de outro mundo. O vento lá em cima era forte, parecia querer chamar sua atenção. Na descida para Taormina, com os sapatos cheios de pó preto, só conseguia pensar em como a gente se sente pequeno no Etna, mas também sortudo de estar ali.
O passeio dura cerca de meio dia, dependendo das paradas e do ritmo do grupo.
Sim, o serviço de busca e retorno no hotel ou ponto de encontro em Taormina está incluso.
Sim, bebês são bem-vindos; carrinhos são permitidos e assentos infantis estão disponíveis se precisar.
O passeio padrão vai até crateras extintos entre 2000 e 2200 metros; subida opcional até 3000 metros é possível só pela manhã (com custo extra).
Sim, visitar um tubo natural de lava formado por erupções antigas faz parte do roteiro.
Não, o almoço não está incluído; leve lanches ou peça dicas ao seu guia para lugares próximos.
Sim, as taxas de estacionamento estão incluídas na sua reserva.
O tour é adequado para a maioria dos níveis; a caminhada leve ao redor dos crateras é opcional.
Seu dia inclui transporte privado com busca e retorno no hotel ou ponto de encontro em Taormina ou regiões próximas, guia local certificado durante os principais pontos do Monte Etna, incluindo crateras extintos e visita a um tubo de lava, além de taxas de estacionamento cobertas no percurso, garantindo seu retorno seguro à cidade.


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