Você vai pedalar ou andar de riquixá pelo centro histórico de Lecce, guiado por um local que leva seu grupo pequeno até a Piazza del Duomo, o arco da Porta Napoli, as esculturas barrocas da Santa Croce e o anfiteatro romano na praça Sant’Oronzo. Prepare-se para risadas com nomes difíceis, sabores inesperados pelo caminho e momentos em que a história parece estar ao seu alcance.
O passeio dura cerca de 2 horas do começo ao fim.
Sim, é para todos os níveis de preparo físico e há assentos especiais para bebês.
Você vai visitar a Piazza del Duomo, Porta Napoli, Basílica de Santa Croce, Piazza Sant'Oronzo com seu anfiteatro romano e outros locais históricos.
Sim — há uma pequena degustação de um produto local durante o passeio.
O guia fala várias línguas; os tours são feitos simultaneamente em dois idiomas.
O tour acontece em qualquer condição climática; vista-se adequadamente ou entre em contato caso haja aviso de mau tempo para possível reagendamento.
Não há traslado; o ponto de encontro é no escritório do Velo Service, perto dos estacionamentos centrais.
As bicicletas (e capacetes) são fornecidos no pacote — não precisa trazer a sua.
Sua experiência inclui o uso de bicicleta (ou riquixá), capacete se necessário, acompanhamento de um guia experiente e multilíngue que conduz você pelos principais pontos de Lecce como a Piazza del Duomo e a igreja de Santa Croce, além de uma pausa para um refresco leve com degustação local da estação — tudo em grupo pequeno para mais conforto e tranquilidade.
Começamos a pedalar na hora — eu meio desajeitado na bike (faz tempo que não andava), seguindo nosso guia Marco que nos acenava para avançar pelo centro histórico de Lecce. O ar estava carregado com aquele cheiro de pedra no fim da manhã, quase como giz, e lembro de uma senhora de avental azul varrendo a porta de casa enquanto passávamos. Marco alternava entre italiano e inglês sem perder o ritmo, apontando detalhes que eu jamais teria reparado — como aquelas carinhas esculpidas acima das portas perto da Piazza del Duomo. Tentei repetir um nome que ele falou — algo como “zucchetto” — e ele sorriu, sem corrigir. Aquela praça é enorme; parece até que ecoa quando você fala.
Paramos na Porta Napoli, que ao vivo parece ainda maior do que nas fotos. Teve um instante em que o sol bateu no arco e tudo ficou dourado por um segundo. Marco contou sobre séculos de mercadores e exércitos que passaram por ali — suas mãos gesticulavam como se pudessem varrer toda aquela história de uma vez. Seguimos então, serpenteando por vielas até que, de repente, a Basílica de Santa Croce apareceu — tanta riqueza de detalhes na fachada que quase me deu tontura. Ele mostrou uns animais esquisitos esculpidos na pedra (juro que um parecia um lagarto com asas) e me peguei olhando mais tempo do que devia.
As bikes facilitaram muito o passeio, embora quase tenha esbarrado em outro ciclista quando chegamos à Piazza Sant’Oronzo — culpa minha, distraído admirando o anfiteatro romano em vez de olhar para frente. O anfiteatro fica ali, entre cafés e lojas; as pessoas passam como se fosse algo comum, mas ao ficar ao lado daquelas pedras antigas dá para sentir a idade dessa cidade. Fizemos uma pausa rápida para provar um docinho com amêndoas (não lembro o nome), mas parecia que estava provando sol e açúcar. Até hoje fico lembrando daquele sabor.
Gostei de como tudo foi bem descontraído — até quando nos perdemos um pouco tentando achar a igreja de Santa Chiara (Marco riu e chamou aquilo de “turismo extra”). No fim, minhas pernas estavam cansadas, mas daquele jeito bom. Pedalar por Lecce com alguém que conhece cada cantinho faz você enxergar tudo de outro jeito — você percebe gestos, o cheiro das padarias que invade a rua, até a forma como as pessoas se cumprimentam por aqui.
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