Comece no colorido porto de Ísafjörður e siga por paisagens selvagens dos Westfjords até a cachoeira Dynjandi — o som dela é inesquecível. Pare para fotos no píer Holtsbryggja e fique atento a focas e aves marinhas pelo caminho. Com tempo para explorar a vila de Flateyri (e provar um doce fresquinho), esse tour é tranquilo e cheio de surpresas.
Seu dia inclui traslado do porto de Ísafjörður conforme o horário do seu navio, transporte confortável em minibus com ar-condicionado e WiFi, todas as taxas de estacionamento pagas, além de opções de transporte público próximas, caso precise. Se houver tempo em Flateyri, você pode aproveitar para tomar um café ou comer um doce antes de voltar.
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Ler todas as avaliações ›A primeira coisa que percebi ao descer do minibus em Ísafjörður foi o cheiro do ar — um mix de salgado com um toque de peixe que parecia contar histórias antigas. Nossa guia, Sigrún, acenou com uma luva de lã e apontou para as casas coloridas à beira do porto. “Aquela azul? Era onde morava um primo da minha avó”, contou. Aqui, parece que todo mundo conhece cada janela e barco pelo nome. Passamos devagar pela cidade, vendo crianças jogando bola perto do antigo hospital (hoje um centro de arte) e pescadores puxando redes — ninguém com pressa.
A viagem pelos Westfjords parecia entrar em outro mundo. A estrada contornava penhascos íngremes, com manchas de neve ainda grudadas mesmo em julho. No píer Holtsbryggja paramos para fotos — tentei capturar o reflexo das montanhas na água, mas a câmera do celular não fez justiça. O silêncio era tanto que dava para ouvir o chamado de um trinta-réis-do-ártico lá no alto, e juro que vi uma foca aparecendo perto de uma rampa de barcos. Sigrún disse que, se tiver sorte, dá para ver baleias também, mas naquele dia elas estavam em outro lugar.
Quando finalmente chegamos à cachoeira Dynjandi, o som era mais forte do que eu imaginava — parecia estar ao lado de um trem que não para nunca. A névoa molhou meu rosto assim que comecei a subir a trilha (escorreguei uma vez na pedra molhada; só eu ri). Dá para caminhar até onde quiser perto da base — tem gente que fica só admirando lá embaixo, outros sobem mais passando por quedas menores. Tem algo naquele rugido que ecoa ao redor que faz tudo lá dentro da cabeça silenciar por um instante. Ainda penso naquela vista quando o barulho do dia a dia aperta.
Na volta, paramos em Flateyri — uma vila de pescadores minúscula onde o tempo parece desacelerar de propósito. Tem uma cafeteria bem na rua principal; Sigrún recomendou provar os kleina, uns doces típicos (“não são muito doces, na medida certa”, garantiu). Ela conversou com a moça do caixa em islandês enquanto a gente se aquecia com café. O lugar inteiro cheirava a cardamomo misturado com ar do mar. Ficamos pouco tempo, mas foi o suficiente para sentir que ali a vida é real, não só paisagem. E de repente já estávamos de volta ao porto de Ísafjörður — com vontade de ficar mais uma hora por lá.
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