Você vai pedalar de e-bike saindo de Amsterdam com um guia, atravessar rios de ferry, rodar por diques tranquilos e reservas naturais, explorar os moinhos em funcionamento de Zaanse Schans e provar queijos fresquinhos. Espere risadas com o holandês atrapalhado, paisagens surpreendentes em Zaandam e momentos pequenos que ficam mais vivos que qualquer foto.
Não esperava que a travessia de ferry atrás da Estação Central de Amsterdam fosse tão tranquila — só um grupo pequeno com bicicletas, a água lisa como vidro e uma brisa gelada entrando por baixo da jaqueta. Nosso guia, Pieter, sorriu ao ouvir minha tentativa de falar “Twiske” (ele falou mais suave, como um segredo). Quando chegamos ao lado norte, tudo mudou: menos barulho da cidade, céu mais aberto. Dá pra sentir cheiro de grama molhada e algo doce — será que era o stroopwafel na minha mochila?
A e-bike me deu mais coragem do que eu esperava. Passamos rápido pelo primeiro moinho antes que eu percebesse que ele era de verdade — não uma atração turística falsa — e logo estávamos pedalando pelos diques com ovelhas que pareciam pintadas no cenário. O parque Twiske é cheio de juncos e cantos de pássaros; em um momento, perdi a noção do tempo vendo um garça caçar algo invisível. Pieter nos lembrava de seguir (“quarenta quilômetros não é pouca coisa”), mas nunca apressava quem queria tirar foto ou só respirar um pouco.
Zaanse Schans é como entrar numa pintura que você meio que lembra dos livros da infância. Casinhas verdes com cortinas de renda, dez moinhos rangendo à beira da água (o cheiro de madeira dentro de um deles era forte e antigo), e a fazenda de queijo onde as amostras da Henri Willig eram tão boas que quase comprei demais. Li riu quando tentei falar “klompen” (tamancos) em holandês — provavelmente estraguei a palavra. Tem um calor fácil vindo de todo mundo ali; ninguém parece se importar com turistas explorando.
Zaandam foi a maior surpresa — o hotel InnTel parece que alguém empilhou casinhas de brinquedo depois de tomar café demais. Ficamos tirando fotos e passeando pelo centro antigo, passando pela casa de Pedro, o Grande (Pieter contou histórias dele ficando com saudade de casa aqui). Minhas pernas já estavam cansadas daquele jeito bom que só dá depois de um dia longo ao ar livre. No caminho de volta para Amsterdam, passamos pelos galpões grafitados do NDSM; o cheiro era uma mistura de tinta spray e lama do rio. Ainda penso naquela vista sobre a água enquanto esperávamos o ferry final para casa.
O passeio tem cerca de 40 quilômetros no total e dura praticamente o dia todo.
Não, só ciclistas experientes conseguem acompanhar, já que são 40 km no total.
Você vai conhecer moinhos históricos, casas verdes de madeira, fazenda de queijo com degustação, oficinas de tamancos e pequenos museus.
Não, o valor do tour não inclui entrada para visitar o interior dos moinhos em Zaanse Schans.
Você recebe um stroopwafel típico holandês e faz degustação de queijo na fazenda de Zaanse Schans.
Sim, capas de chuva estão incluídas se precisar durante o passeio.
O grupo se encontra atrás da Estação Central antes de pegar o ferry para o norte, atravessando o rio IJ.
Você verá o hotel InnTel com seu design de casinhas empilhadas e visitará partes do centro antigo, incluindo a casa de Pedro, o Grande.
Seu dia inclui o uso de uma e-bike com pedal assistido, capacete e freios manuais, um stroopwafel clássico durante o percurso, degustação de queijos na fazenda Henri Willig em Zaanse Schans, capa de chuva caso o tempo mude, além de acompanhamento de um guia local. Também estão incluídas as travessias de ferry entre Amsterdam e o norte, com retorno juntos no fim do dia.


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