Pedale por estradinhas tranquilas nas vilas de montanha de Lefkada numa e-bike com guia local — passando por cabras e olivais, parando para histórias e fotos em cantinhos que poucos turistas conhecem. Aproveite uma degustação e um drink na sombra da praça de Karya antes de voltar pelo campo sossegado. Risadas, sabores autênticos da ilha e momentos para guardar na memória.
Sim, as e-fat bikes facilitam para todos os níveis de preparo físico.
Você vai passar por Karya, Englouvi, Vafkeri, Platistoma e Alexandros.
Sim, tem uma tábua de degustação (meze) e sua escolha de café ou vinho em Karya.
O grupo é pequeno — no máximo 7 pessoas para um clima mais íntimo.
Não, o ponto de encontro é na vila de Karya.
Não, as e-fat bikes, capacete e luvas são fornecidos.
O passeio completo dura algumas horas, com paradas para fotos e degustação.
Sim, é indicado para famílias com crianças que atendam aos requisitos de altura e peso (1,5m a 2m; até 120kg).
Não é recomendado para gestantes ou pessoas com problemas cardiovasculares.
O dia inclui uso de e-fat bike full suspension com capacete e luvas; acompanhamento de um guia local; água mineral; filmagem do passeio; e parada na vila de Karya para café grego ou vinho com uma tábua de meze fresca — tudo incluso antes de voltar pelas colinas verdes de Lefkada.
Comecei o dia achando que seria só um passeio tranquilo de e-bike, mas o que me marcou primeiro foi o silêncio. As casas de pedra de Karya estavam sob explosões selvagens de flores cor de rosa, e dava até para ouvir alguém mexendo açúcar no café dentro de uma cafeteria. Nosso guia, Yannis, acenava para praticamente todo mundo — ele cresceu ali e tinha uma história para cada canto. Tentei repetir o nome “Englouvi” com ele e ele só sorriu. O ar cheirava a tomilho e algo doce vindo de uma padaria que nunca consegui achar.
As e-fat bikes deixavam as subidas quase suspeitosamente fáceis. Passamos por cabras que tilintavam seus sinos perto de antigos olivais, depois paramos em Vafkeri, onde parecia que a vila inteira tirava uma soneca, menos um senhor que nos acenou da sua porta. Teve um momento em Alexandros — um lugar meio em ruínas, meio renascido — em que Yannis apontou para um moinho de azeite abandonado. Ele contou como as pessoas saíram dali nos anos 50, mas agora algumas estão voltando. Não sei por que isso ficou na minha cabeça.
O almoço (ou talvez um lanche prolongado) foi na praça principal de Karya, sob árvores plátano que pareciam mais velhas que qualquer um ali. Sentamos com café grego e um prato de azeitonas, queijo, tomates — tudo cultivado nessa ilha — e um copo de vinho local para quem quisesse (eu quis). As crianças brincavam por perto; a avó de alguém acenava para a gente como se fôssemos seus netos. O tempo parecia desacelerar do jeito mais gostoso. Até hoje lembro do sabor daquele feta depois de tanta subida.
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