Você vai caminhar bem fundo em Albert pelos túneis reais da 1ª Guerra Mundial no Somme 1916 Museum — tocando em artefatos, ouvindo ecos da vida nas trincheiras e terminando seu passeio entre árvores e luz do sol à beira do rio Ancre. A experiência é pesada, mas também estranhamente tranquila; pode ser que você fique pensando nela muito tempo depois de sair.
Já estávamos a meio caminho daquele túnel fresco e levemente úmido sob Albert quando percebi o quanto havíamos nos afastado do mundo lá em cima. O ar tinha um cheiro suave de terra — meio pedra antiga misturada com algo metálico — e nossa guia, Camille, falava baixinho, como se não quisesse perturbar os fantasmas. Ela apontou para um capacete amassado preso numa prateleira e contou que foi encontrado nos arredores da cidade. Tentei imaginar o soldado que o usou, mas, pra ser sincero, é difícil pensar em qualquer coisa quando você está a dez metros de profundidade, só com aquelas luzes tremeluzindo no teto.
As cenas das trincheiras em cada nicho eram mais detalhadas do que eu esperava. Em uma delas, havia uma figura de cera escrevendo uma carta para casa — as mãos pareciam tão tensas que quase quis dar um tapinha no ombro dele. Sons tocavam ao fundo: trovão distante, passos pisando no cascalho, vozes abafadas em francês e inglês. Camille explicou que o museu já foi um abrigo antiaéreo na Segunda Guerra (o que me fez olhar para o teto procurando rachaduras). Meu francês é ruim, mas havia placas em inglês também, então não perdi nada. Ficamos um tempo diante de uma vitrine cheia de colheres amassadas e cartões postais — pequenos objetos que, de alguma forma, deixavam tudo mais real.
A última parte era a Galeria dos Heróis — nove rostos, alguns sérios, outros só cansados. Não sei por quê, mas uma foto ficou gravada em mim: uma enfermeira de Amiens que, dizem, salvou dezenas durante os bombardeios mais pesados. Depois disso, você sai direto no parque de Albert — a luz do sol parecia estranhamente forte depois de tanto tempo no escuro. Tem um arboreto e um riozinho chamado Ancre passando ali; sentei num banco por um minuto só ouvindo a água correndo sobre as pedras. Não é uma experiência que a gente esquece fácil, sabe?
O túnel tem 250 metros de extensão e fica a 10 metros abaixo do solo.
Sim, há um novo app gratuito disponível para os visitantes.
O museu pode ser visitado em francês, inglês, alemão e holandês.
A saída leva direto ao jardim público e arboreto de Albert, à beira do rio Ancre.
Sim, crianças são bem-vindas, mas precisam estar acompanhadas por um adulto.
Sim, bebês e crianças pequenas podem usar carrinhos dentro do museu.
Não há restrições específicas; o passeio é adequado para todos os níveis de condicionamento físico.
Seu ingresso para o Somme 1916 Museum inclui acesso ao novo app gratuito para explorar as exposições em vários idiomas; após caminhar pelos túneis originais da 1ª Guerra Mundial e ver artefatos com efeitos sonoros, você sai direto no parque de Albert, ao lado do rio Ancre.


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