Você vai explorar o 13º arrondissement de Paris com um grupo pequeno e um guia premiado que conhece cada segredo dos murais. Risadas, detalhes surpreendentes sobre o neo-muralismo e momentos sensoriais — como tocar paredes molhadas pela chuva ou sentir o cheiro da tinta no ar. No fim, vai olhar para as ruas da cidade de um jeito novo.
A primeira coisa que aconteceu nem foi sobre os murais — foi nossa guia, Camille, acenando para a gente do lado de fora de uma boulangerie, com um café na mão. “Vocês vão precisar de energia para esses gigantes,” ela disse, sorrindo. Já gostei dela na hora. O grupo era pequeno (uns dez, talvez?), o que deixou tudo com cara de passeio entre amigos, nada formal. Começamos bem embaixo de uma obra imensa do Obey — Shepard Fairey — e juro que dava para sentir o cheiro da tinta fresca a dois quarteirões de distância.
Camille não só apontava para os muros; ela contava as histórias de como o 13º arrondissement virou essa galeria a céu aberto. Falava de como a Marie du 13eme e projetos como o Boulevard Paris 13 atraíram artistas do mundo todo — C215, Jorge Rodriguez-Gerada, e até uns nomes que eu nem conseguia pronunciar direito (Li riu quando tentei falar um deles em espanhol). Ela parava no meio da frase se alguém passava de bike ou se um vizinho aparecia na janela para ver a gente admirando o prédio. É um momento em que você olha para aquelas cores espalhadas no concreto e percebe que está dentro do dia a dia de alguém.
Fiquei passando a mão na parede áspera perto de um mural — ainda estava fresca da chuva da noite anterior. Camille explicou que cada artista usa técnicas diferentes: spray, stencil, às vezes até pincéis do tamanho do meu braço. Ela tinha um jeito de fazer você reparar em detalhes que jamais notaria sozinho, como contornos desbotados por baixo das camadas novas ou assinaturas pequenas escondidas nos cantos. Teve um mural tão grande que tivemos que atravessar a rua para ver tudo; lembro de pensar que ele parecia quase delicado contra o céu cinza de Paris.
Confesso que não esperava sentir tanto — mas andar por aquelas ruas com alguém que conhece cada história fez eu ver Paris com outros olhos. Horas depois, no metrô voltando para Gare d’Austerlitz, eu ainda repetia as histórias da Camille na cabeça. A cidade parecia maior, de um jeito bom.
A duração não é exata, mas espere um passeio a pé no ritmo normal pelo 13º arrondissement.
Sim, todas as áreas e superfícies do percurso são acessíveis para cadeirantes.
Um guia oficial com pelo menos seis anos estudando neo-muralismo lidera cada grupo; todos são profissionais premiados.
Você verá obras de Obey (Shepard Fairey), C215, Jorge Rodriguez-Gerada e outros muralistas contemporâneos influentes.
O grupo tem no máximo 15 pessoas para garantir uma experiência mais íntima.
Todo o passeio acontece no 13º arrondissement de Paris (Paris 13e).
Sim, há opções de transporte público próximas ao ponto de encontro e ao longo do percurso.
Seu passeio inclui a companhia de um guia premiado e especialista na cena de street art de Paris — além de bastante tempo para perguntas e fotos enquanto exploram juntos murais encomendados pela Marie du 13eme e projetos como o Boulevard Paris 13, tudo em grupo pequeno.


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