Você vai embarcar em um barco privativo saindo de Cannes com um skipper local que conhece cada enseada das Ilhas de Lérins. Nade ou faça snorkel em águas cristalinas, experimente stand-up paddle se quiser, e depois caminhe pelas trilhas tranquilas de Saint-Honorat antes de voltar pela costa da Riviera. Um passeio calmo, sem pressa — você até pode esquecer que está tão perto da cidade.
O passeio comporta até 5 passageiros mais o skipper.
O passeio parte da marina de Golfe-Juan, a poucos minutos do centro de Cannes.
Sim, o equipamento de snorkel está incluído para uso durante o passeio.
O roteiro inclui paradas próximas às duas ilhas; você pode caminhar em Saint-Honorat durante a parada.
Sim, pranchas de stand-up paddle são oferecidas para quem quiser experimentar.
Não, o passeio não inclui almoço; água mineral é fornecida, mas refeições não fazem parte do pacote.
O passeio não é recomendado para pessoas com problemas na coluna, saúde cardiovascular debilitada ou gestantes.
Um skipper local bilíngue guia sua viagem por Cannes e pelas Ilhas de Lérins.
Sim, há uma taxa de 200 euros para o skipper, paga diretamente no barco.
Seu dia inclui o uso exclusivo de um barco walk-around de 8,5 metros, com combustível, água mineral para todos a bordo, todo o equipamento de snorkel e pranchas de stand-up paddle disponíveis quando quiser — além do seu próprio skipper bilíngue local guiando entre Cannes e as Ilhas de Lérins antes do retorno ao porto no fim da tarde.
Saímos da marina de Golfe-Juan logo depois do meio-dia, o ar carregado de protetor solar e aquele cheiro único de pinho misturado com sal que só se sente na Riviera. Nosso skipper — Pierre — acenou para um pescador que conhecia (aqui parece que todo mundo se conhece), e logo apontou para as Ilhas de Lérins. A cidade foi ficando para trás, todo o brilho do festival se perdendo numa névoa azul. Não esperava que ficasse tão silencioso assim quando começamos a navegar — só o ronco do motor, gaivotas brigando lá no alto, e minha amiga tentando segurar o chapéu contra o vento.
Pierre já começou a contar histórias antes mesmo de chegarmos à Ilha Sainte-Marguerite — algo sobre o homem da máscara de ferro, que eu lembrava de algum filme. Ele trocava do francês para o inglês com tanta facilidade que me deu vontade de ter prestado mais atenção na escola. Quando ancoramos perto de Saint-Honorat, ele distribuiu snorkels e pranchas de stand-up paddle como se fosse a coisa mais natural do mundo. A água estava tão transparente que dava pra ver peixinhos prateados nadando entre nossos pés — quase parecia falta de educação incomodá-los. Tentei remar por cinco minutos antes de desistir e só boiar. Pierre riu quando perguntei se os monges realmente moram em Saint-Honorat (moram), e contou que eles produzem vinho, mas infelizmente não tem degustação nesse passeio.
Deu tempo de caminhar pela própria Saint-Honorat — um lugar estranhamente tranquilo, com muros antigos cobertos por líquens aquecidos pelo sol e alguns moradores locais que acenavam ao nos ver passar. A luz mudava o tempo todo entre os pinheiros. Em certo momento senti um cheiro — alecrim, talvez? Ou algo mais forte — e por um segundo parecia que estávamos em outro lugar, mesmo com Cannes ali do outro lado da água. Na volta, Pierre deixou a gente escolher o caminho; ele parecia feliz tanto para conversar quanto para deixar a gente relaxar e observar a costa deslizando devagar. Ainda penso naquela vista quando o barulho da cidade fica demais.

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