Você vai entrar no mundo dos raptores em Reno: segurar um falcão no braço com um falcoeiro de verdade, ficar cara a cara com corujas e falcões em grupo pequeno, e ouvir histórias que mudam sua visão sobre essas aves. Lanches incluídos — mas o que você vai lembrar mesmo é do primeiro contato.
“Estenda o braço — não se preocupe, ela é mais leve do que você imagina,” disse nosso guia Mike, sorrindo enquanto colocava a luva grossa de couro na minha mão. Eu sentia meu coração batendo forte por dentro da luva. O ar em Reno estava seco e fresco naquela manhã, com um cheiro leve de poeira misturado a algo quase doce — talvez sálvia? De qualquer forma, o falcão parecia nem notar meu nervosismo. Quando ela pousou, as garras pressionaram o suficiente para eu lembrar que era real, mas sem machucar. Não esperava sentir essa mistura estranha de força e delicadeza ao mesmo tempo.
Mike (que é falcoeiro há décadas — contou histórias de como voava com as aves nos vinhedos da Califórnia para afastar estorninhos das uvas) começou a explicar as manias de cada rapina. Ele mostrou como a cabeça da coruja gira muito mais do que parece natural (“Ela não está possuída,” brincou), e nos deixou tentar identificar as marcas dos falcões enquanto eles pousavam perto. Éramos só cinco no grupo — o que fez parecer mais um encontro entre amigos do que um passeio turístico. Alguém perguntou sobre conservação, e Mike ficou sério por um instante falando da perda de habitat. Aquilo ficou comigo mais do que imaginei.
A melhor parte? Ver o falcão voar do galho até a luva, cortando o ar tão silenciosamente que mal dava para ouvir, até pousar bem do seu lado. Meu amigo tentou falar “falcon” em mandarim (Li riu dele — parece que saiu mais como “tigela de arroz”), mas, na real, todo mundo estava sorrindo feito criança. Depois, comemos uns lanches — nada sofisticado, só o suficiente para beliscar enquanto ouvíamos mais histórias sobre as antigas tradições da falcoaria.
Até hoje lembro daquela sensação quando o pássaro levantou voo do meu braço — uma leveza súbita seguida de um vento no rosto. Se você tem um pouco de curiosidade sobre raptores ou quer algo diferente perto de Reno, vale muito a pena. Você sai com cheiro de couro e poeira, e fica dias olhando para o céu atrás de qualquer passarinho.
Sim, a lei federal exige que participantes tenham mais de 14 anos para segurar os raptores na luva.
Os grupos são pequenos — no máximo seis pessoas — para um contato mais pessoal.
Você vai conhecer de perto falcões, corujas e gaviões durante a visita.
Não há transporte do hotel incluso, mas há opções de transporte público perto.
Sim, durante a atividade são oferecidos lanches.
Não! Você vai usar a luva do falcoeiro durante a experiência.
Não é recomendada para quem tem lesões na coluna ou problemas cardiovasculares.
Bebês podem participar, mas precisam ficar no colo de um adulto o tempo todo.
O seu dia inclui o uso da luva profissional do falcoeiro para manusear as aves com segurança (se tiver mais de 14 anos), além de lanches leves para você aproveitar enquanto ouve histórias e aprende com o guia nesse encontro prático com raptores perto de Reno.


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