Você embarca no Williams Depot para um animado show do Velho Oeste antes de viajar em carros vintage pelo Grand Canyon Railway, passando por florestas e planícies. Músicos a bordo tocam canções de cowboy enquanto a paisagem do Arizona muda do lado de fora. Chegar no depósito histórico do cânion é quase como viajar no tempo e na distância.
Eu não fazia ideia do quanto ia gostar do antigo Williams Depot até chegarmos lá — tinha um cheiro leve de café e poeira no ar, gente circulando com aquela animação meio sonolenta que só dá antes de um dia especial. Alguém afinava uma guitarra perto da plataforma e, do nada, uns caras vestidos de fora da lei começaram a discutir (alto) bem perto da bilheteria. Nosso guia, Tom, só sorriu e falou: “Fiquem tranquilos — eles só são perigosos antes do café da manhã.” Ri, mas confesso que pulei quando eles dispararam os tiros de festim no tiroteio. Parecia cena de filme, só que meus sapatos eram reais e já meio empoeirados.
O trem em si — o Grand Canyon Railway — ganhou vida com um apito profundo que fez todo mundo parar de conversar por um segundo. Escolhemos a classe econômica (a primeira classe parecia tentadora com aquelas janelas grandes e lanches, fica para a próxima), e achamos nossos lugares nesses vagões dos anos 1950 que tinham um cheiro suave de couro antigo e algo doce — talvez uns doces que alguém trouxe? A atendente usava luvas brancas e me chamou de “senhora”, o que me deixou meio chique para as 8h30 da manhã. Passando pelas San Francisco Peaks, um músico foi passando tocando canções de cowboy — ele nos fez cantar “Home on the Range”, meio desafinado, mas divertido porque ninguém acertava as notas altas.
Perdi a noção do tempo vendo as florestas de pinheiros se transformarem em planícies abertas. Tinha flores silvestres aqui e ali — amarelas na maioria — e de vez em quando dava para ver um pequeno cânion ou leito seco de riacho passando rápido. A luz mudava o tempo todo; às vezes era forte de um lado do trem e suave do outro. Uma garotinha do outro lado da cabine grudou o nariz na janela com tanta força que deixou um borrão. Em certo momento, ficamos todos em silêncio, só um casal cochichando se veriam alces (não viram). E quando eu já começava a pensar no almoço em Williams, alguém gritou “assalto!” — aí apareceram uns bandidos falsos correndo pelo corredor, agitando os chapéus. Era bobo, mas perfeito.
Chegar no Grand Canyon Depot foi quase rápido demais depois de tudo aquilo — os troncos da estação antiga pareciam ásperos ao toque quando desci do trem. Dá para ver o El Tovar Hotel logo à frente, com o sol batendo no telhado na medida certa. As pessoas se espalharam rápido para os mirantes ou só para esticar as pernas depois de duas horas sentadas. Fiquei ali parado um pouco mais do que devia, meio sem vontade de deixar aquele trem antigo para trás — sabe como é?
O trem percorre cerca de 105 km (65 milhas) em cada trecho entre Williams e o Grand Canyon Depot.
O trem parte do Williams Depot, em Williams, Arizona.
Sim, há músicos itinerantes, cantorias, personagens do Velho Oeste e até uma encenação de assalto a trem durante a viagem.
Na classe econômica, bebidas podem ser compradas; na primeira classe, há café da manhã gratuito com frutas, doces, sucos, chá e café.
Sim, o preço adulto já inclui a taxa de USD15 do Parque Nacional no bilhete ida e volta.
Bebês podem ficar no colo de um adulto ou no carrinho; crianças são bem-vindas a bordo.
Sim, o trem aceita scooters motorizadas de até 25 polegadas de largura, com um elevador especial para embarque.
Você pode escolher a classe econômica (vagões dos anos 1950) ou fazer upgrade para a primeira classe, com poltronas reclináveis maiores e janelas amplas.
Seu dia inclui passagens ida e volta na classe econômica ou primeira classe no Grand Canyon Railway, de Williams ao Grand Canyon Depot — com as taxas do Parque Nacional já inclusas. Atendentes uniformizados cuidam do serviço durante toda a viagem.
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