Você vai sentir a névoa no rosto nas Multnomah Falls, trocar histórias com moradores nos cafés acolhedores de Hood River e provar vinhos frescos direto da Columbia Gorge—tudo com transporte saindo de Portland e um guia que conhece cada curva da estrada. Este passeio é mais sobre momentos que ficam do que listas para riscar.
O passeio dura o dia todo, saindo de Portland pela manhã e voltando à noite.
Sim, o transporte de ida e volta para hotéis no centro de Portland está incluso.
Sim, as Multnomah Falls são uma das paradas principais do passeio.
Sim, a degustação em uma vinícola da região Columbia Gorge AVA está incluída após o almoço.
Não, o almoço é por conta própria no centro de Hood River, onde você terá tempo para explorar.
Use roupas adequadas para o clima do Oregon—camadas são recomendadas, pois pode estar frio ou chuvoso.
Crianças são bem-vindas, desde que acompanhadas por um adulto; a degustação de vinho é para maiores de 21 anos.
É possível caminhar até a ponte Benson para uma vista mais próxima; os caminhos podem estar molhados ou irregulares, mas não são difíceis.
Seu dia inclui transporte de ida e volta em van Mercedes-Benz Sprinter saindo do centro de Portland, água engarrafada durante o passeio, todas as permissões e taxas de estacionamento para as Multnomah Falls na temporada de permissão, além do acompanhamento de um guia que conhece cada detalhe da região. Depois de explorar Hood River por conta própria no almoço, você vai desfrutar de uma degustação de vinhos em uma vinícola local antes de voltar ao entardecer.
Confesso que já tinha visto milhares de fotos das Multnomah Falls antes de sair de Portland, mas estar ali, sentindo a névoa batendo no rosto, foi outra história. Nossa guia—chamada Jamie—distribuía água enquanto apontava para a ponte (ela chamou de “a foto clássica”, mas, sinceramente, ao vivo parecia ainda maior que qualquer imagem). O ar tinha um cheiro de terra molhada, musgo e frio, e pensei que meus sapatos nunca mais secariam. Nem liguei. Ficamos mais tempo do que o previsto porque ninguém queria ser o primeiro a ir embora.
Dirigir pela Columbia River Gorge foi como folhear um livro antigo de geologia—só que tudo estava ali, do lado de fora da janela. Jamie soltava curiosidades sobre fluxos de lava e enchentes (esqueci metade), mas o que ficou foi ela acenando para cada ciclista que cruzava nosso caminho. Estava garoando naquela manhã, e tudo parecia ainda mais verde. Paramos na Vista House para apreciar a vista aberta; o vento quase levou meu chapéu. Lá dentro, moradores conversavam tomando café—alguém até nos deu uma dica de onde comer torta em Hood River depois. É assim que esses passeios funcionam: você acaba pegando pequenas aventuras pelo caminho.
O almoço no centro de Hood River foi uma aventura à parte. Os prédios de tijolos antigos pareciam cenário de filme—lojas de botas de trilha ao lado de galerias de arte e padarias. Tentei pedir um sanduíche com geleia de marionberry (coisa típica do Oregon), mas errei tanto a pronúncia que a moça do caixa só sorriu e falou: “Você não é daqui, né?” Mesmo assim, me deu um biscoito extra.
A degustação de vinhos depois do almoço foi o que mais me surpreendeu—não sou expert, mas até eu percebi que os vinhos da Columbia Gorge têm um toque especial que você não encontra em qualquer lugar. O enólogo (acho que se chamava Marco?) serviu um branco com sabor quase cítrico, enquanto o cachorro dele circulava o grupo atrás de migalhas. O sol finalmente apareceu quando saímos para caminhar entre as videiras; o silêncio ali era algo que a cidade nunca oferece. Ainda penso naquela vista quando o barulho da cidade fica demais.
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