Você vai sobrevoar crateras de vulcões, vales verdes com cachoeiras caindo de penhascos impossíveis e uma costa iluminada pelo sol onde lava antiga encontra praias de areia branca. Cada assento tem vista pela janela neste tour privado de helicóptero pela Big Island, com um piloto local compartilhando histórias durante o voo. Não é só turismo — é como ser convidado a um segredo.
O tour exige no mínimo 3 passageiros e aceita até 4 pessoas no total.
Sim, cada passageiro tem seu próprio assento na janela para aproveitar a melhor vista durante o voo.
O passeio parte do Aeroporto Internacional de Kona, na Big Island do Havaí.
Você verá o vulcão Kilauea, Mauna Kea, Mauna Loa, a cidade de Hilo, a costa Hamakua, os vales Kohala (Waipiʻo, Waimanu), cachoeiras de até 760 metros, fluxos de lava antigos, templos (heiau), recifes de coral e praias de areia branca.
Crianças a partir de 7 anos podem participar, desde que acompanhadas por um adulto.
Não, não há transporte do hotel; os passageiros devem chegar ao Aeroporto Internacional de Kona para o check-in 30 minutos antes do voo.
O peso individual não pode passar de 125 kg; o limite total do grupo é 340 kg.
Sim, o transporte e todas as áreas são acessíveis para cadeirantes.
Seu dia inclui um voo privado com assento na janela para todos, estacionamento gratuito no Aeroporto Internacional de Kona, todos os impostos e taxas já inclusos, incluindo combustível e taxa aeroportuária — é só chegar pronto para voar (não há transporte do hotel). O check-in deve ser feito 30 minutos antes do horário marcado.
“Se olhar para a esquerda agora, verá a obra mais recente de Pele”, disse nosso piloto, Keoni, com a voz falhando pelo rádio. Encostei a testa no vidro frio — lá embaixo, as cicatrizes negras do Kilauea serpenteavam pelo verde, como se alguém tivesse derramado tinta sobre a selva. O ar dentro da cabine tinha um leve cheiro de protetor solar e aquele aroma estranho de plástico novo dos fones. Nunca tinha visto a terra parecer tão viva e ao mesmo tempo tão crua. Minha amiga tentou tirar uma foto, mas acabou rindo — era impossível capturar tudo em um só clique.
O trajeto saindo de Kona nos levou bem entre o Mauna Kea e o Mauna Loa. É curioso como você se sente pequeno voando entre dois gigantes — ambos mais antigos do que tudo que já conheci. Keoni contou histórias sobre as rivalidades das montanhas (parece que até vulcões têm personalidade por aqui). As nuvens estavam baixas sobre a cidade de Hilo, deixando tudo lá embaixo com um aspecto macio e úmido. Fiquei pensando em como as pessoas vivem ali, nessa que é considerada a cidade mais chuvosa dos EUA. Depois, sobrevoamos a costa Hamakua — penhascos que despencam direto para águas azuis, árvores agarradas com todas as forças.
Não esperava sentir tanta paz na parte dos vales Kohala. Waipiʻo e Waimanu se abriram sob nós — cachoeiras mais altas que arranha-céus caindo em dobras verdes profundas. Houve momentos de silêncio total; só o som constante das hélices e aquela sensação de estar em um lugar antigo. Keoni apontou ruínas de heiau escondidas na mata, que eu teria perdido se ele não soubesse onde olhar. Às vezes ele falava em havaiano ao nomear os lugares — Li riu quando tentei repetir um nome (com certeza estraguei a pronúncia).
O trecho final pela costa estava iluminado pelo sol e parecia meio surreal: praias brancas, fluxos de lava negra congelados no meio do caminho, resorts luxuosos surgindo aqui e ali como se tivessem caído de outro mundo. Ainda penso naquela vista às vezes — como tudo se encaixa nesta ilha, selvagem e habitada ao mesmo tempo.
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