Seu tour pela Ilha de Lewis começa com transporte privado em Stornoway, seguindo para os penhascos e o farol de Ness. Entre no antigo broch de Dun Carloway, caminhe entre as enigmáticas Pedras de Calanais e ouça histórias do seu guia local. Uma experiência que faz você se sentir pequeno diante da história e conectado a essa ilha selvagem.
O passeio dura o dia todo, incluindo o trajeto de Stornoway pelas regiões norte e oeste da ilha, com retorno no fim do dia.
Sim, o transporte privado busca você no hotel, terminal da balsa, aeroporto ou navio de cruzeiro em Stornoway.
Sim, bebês e crianças pequenas são bem-vindos — assentos especiais ou carrinhos podem ser providenciados se necessário.
As paradas principais são o Farol Butt of Lewis em Ness, uma vila tradicional de blackhouses, o broch Dun Carloway e as Pedras de Calanais.
Sim, o veículo é adaptado para cadeirantes e viajantes com mobilidade reduzida.
Sim, o tour acontece o ano inteiro, mas algumas atrações como as vilas de blackhouses podem fechar às quartas e domingos no inverno.
Sim, viajantes solo são bem-vindos e o tour não é cancelado por falta de participantes.
Não, o almoço não está incluído, mas o guia pode indicar bons lugares para comer durante o passeio ou em Stornoway.
O dia inclui transporte privado em veículo com ar-condicionado, com busca no seu hotel ou ponto de chegada em Stornoway. Um guia local acompanha você em cada parada — dos brochs antigos aos faróis à beira-mar — e devolve no ponto inicial na cidade.
Não esperava que o Hugh aparecesse logo no terminal da balsa — mal tinha fechado o zíper do casaco quando ele acenou, sorrindo como se já nos conhecêssemos. O vento em Stornoway naquela manhã era tão cortante que acordava mais que café. Entramos na van dele (com bancos aquecidos, graças a Deus) e seguimos rumo ao norte. A estrada saindo da cidade parecia interminável e vazia de um jeito que eu não estava acostumado — só charneca, ovelhas e aquele céu selvagem das Hébridas. Hugh apontou uns montes de turfa à beira da estrada e contou que ainda cortam isso para o inverno. Dá para sentir o cheiro no ar, meio terroso e um pouco doce.
Paramos primeiro no Farol Butt of Lewis — dizem que é o lugar mais ventoso do Reino Unido, e eu acredito, porque meu chapéu quase voou duas vezes. Os penhascos eram impressionantes, mas o que me chamou atenção foram os pássaros; atobás girando no céu, andorinhas-do-ártico voando tão rápido que quase não dá para ver. Hugh sabia o nome de todos (até imitou o som de um cormorão — mandou bem). Tem algo em estar ali, com só o oceano à frente, que faz você se sentir muito pequeno. Depois, entramos numa vila de blackhouses — aquelas casas baixas de pedra com telhado de palha grosso. Dentro de uma delas, o cheiro era de fumaça de lenha e lã antiga; tentei sentar num banco rústico e quase escorreguei.
O próximo ponto foi o broch de Dun Carloway — mais velho que muitos países, sério. É uma torre enorme de pedra construída por volta de 200 a.C., que ainda resiste ao vento depois de tantos séculos. Hugh contou histórias de brigas entre clãs e ladrões de ovelhas que se escondiam ali (ele jura que alguns descendentes dos Morrison ainda moram perto). As pedras estavam frias ao toque; tentei imaginar como seria viver aqui durante tempestades de inverno. Depois fomos às Pedras de Calanais — com 5 mil anos, ficam ali em silêncio enquanto as nuvens passam. Alguém deixou um pequeno buquê na base; não sei o motivo, mas me fez ficar ali mais tempo do que eu esperava.
Voltamos para Stornoway quando o sol baixo apareceu por alguns minutos — luz dourada iluminando as poças de brejo e as colinas distantes. Hugh nos deixou no ponto de partida, com dicas de onde encontrar um bom fish & chips (aparentemente o primo dele toca um lugar). É curioso como um lugar pode parecer tão remoto e, ao mesmo tempo, tão familiar depois de poucas horas. Ainda penso nessas pedras às vezes, quando tudo está quieto em casa.
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