Você vai seguir o Rio Dee desde Aberdeen por propriedades reais e paisagens selvagens da Escócia — caminhar pelos jardins de Balmoral, atravessar a ponte Cambus O’May, explorar o charme vitoriano de Ballater e ficar em silêncio no Círculo de Pedras Tomnaverie. Com histórias do guia local e tempo para um almoço quentinho ou uma parada na padaria, você vai se sentir acolhido e ao mesmo tempo longe de casa.
Sim, o transporte de Aberdeen está incluído neste passeio de um dia.
Você pode visitar apenas o Salão de Bailes dentro do Castelo de Balmoral; os outros ambientes não estão abertos ao público.
Se Balmoral estiver fechada (de meados de agosto a início de outubro), a parada será substituída pelo Castelo de Crathes.
A viagem de Aberdeen até Balmoral dura cerca de 1 hora e 30 minutos seguindo o Rio Dee.
Você terá tempo livre na vila de Ballater, onde há cafés e restaurantes para almoço ou lanches.
Sim, há caminhadas moderadas pelas vilas e locais como o Círculo de Pedras Tomnaverie.
Sim, bebês e crianças pequenas podem usar carrinho durante o passeio.
Sim, o WiFi está disponível a bordo durante toda a viagem.
Seu dia inclui transporte com pickup em Aberdeen, veículo confortável com WiFi durante todo o trajeto por Royal Deeside, entrada na propriedade de Balmoral (ou Castelo de Crathes se Balmoral estiver fechado), paradas guiadas na vila de Ballater e no Círculo de Pedras Tomnaverie, além de tempo livre para almoço antes do retorno à noite.
Logo de cara, percebi como o ar mudou assim que deixamos Aberdeen — fresco, com um toque de turfa, quase doce. Nosso guia, Ewan, parecia conhecer cada curva do Rio Dee. Ele apontava pequenos detalhes — como a mudança de cor da urze em julho ou a chance de ver esquilos vermelhos correndo entre os pinheiros, se você for rápido. Quando chegamos a Balmoral, confesso que não esperava sentir muita coisa (afinal, é só um castelo, né?), mas ver a propriedade sob aquele céu enorme me fez parar. O Salão de Bailes é o único ambiente aberto ao público, cheio de pequenos tesouros — talheres com brasões minúsculos, fotos da família real parecendo surpreendentemente comuns. Ewan contou uma história da Rainha Vitória desenhando ali nos dias de chuva. Tentei imaginar ela naquele exato lugar enquanto a chuva batia no vidro.
Depois fomos para Ballater — uma vila vitoriana que parece ter parado no tempo. Tem uma estação de trem antiga onde você quase ouve o apito da locomotiva se fechar os olhos (ou talvez fosse só meu estômago roncando). Passamos por lojas com selos reais na porta — isso quer dizer que fornecem produtos para a família de Balmoral. Comprei shortbread de uma senhora que me chamou de “querida” e riu quando tentei falar “Deeside” direito. O almoço foi improvisado; entramos num café porque começou a garoar e acabamos dividindo uma sopa com dois caminhantes de Glasgow que tinham acabado de descer do Lochnagar.
A ponte suspensa Cambus O’May parecia frágil, mas firme — a tinta branca descascando em alguns pontos, as tábuas rangendo sob nossos pés enquanto cruzávamos o rio. A água lá embaixo estava gelada e rápida; Ewan disse que no verão as pessoas nadam ali, mas eu não consegui imaginar sem tremer. Mais tarde, no Círculo de Pedras Tomnaverie, o silêncio tomou conta — só o vento mexendo na grama e nossos passos sobre o cascalho. Ninguém sabe ao certo por que aquelas pedras estão ali depois de tantos séculos; mesmo assim, estar entre elas me deu arrepios.
Na volta, paramos no Queen’s View — um mirante com colinas que se perdem na névoa. Ewan contou que a Rainha Vitória costumava passar horas ali só observando as nuvens mudando sobre o Lochnagar. Fazia sentido; eu também poderia ter ficado mais tempo. Essa vista ainda aparece na minha cabeça quando o barulho da cidade fica demais.
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