Você vai caminhar pela floresta do Tenorio com um guia local saindo de La Fortuna, ver o rio mudar de cor bem na sua frente, ficar ao lado da cachoeira poderosa do Rio Celeste, rir durante o almoço num restaurante local e, quem sabe, até dar um mergulho naquela água azul antes de voltar pra casa — com botas enlameadas e tudo.
O passeio completo leva quase o dia todo, incluindo o transporte; a trilha principal dura cerca de 4 horas.
Sim, o almoço em restaurante local está incluso após a caminhada.
Sim, dá para tomar um banho rápido em áreas indicadas depois da trilha.
É de dificuldade média, com trechos lamacentos e íngremes; é preciso estar com preparo físico moderado.
Sim, o passeio inclui busca e retorno ao hotel em La Fortuna.
Crianças podem participar se acompanhadas por um adulto; é necessário preparo físico moderado.
Use calçados resistentes e leve água; prepare-se para trilhas com lama, especialmente após chuva.
O dia inclui transporte de ida e volta do hotel em La Fortuna, uma trilha guiada de quatro horas pelas trilhas da floresta do Tenorio para ver as águas que mudam de cor do Rio Celeste e sua cachoeira, um almoço reforçado em restaurante local (com opções vegetarianas) e tempo para um mergulho rápido antes de voltar para a cidade.
Saímos da van logo na entrada de La Fortuna, ainda meio sonolentos, e lá estava nosso guia — José — com um sorriso que parecia saber exatamente o que nos esperava. Ele me entregou um cajado de caminhada (achei exagero no começo... mas não era). O ar estava fresco e verde, quase elétrico depois da chuva da noite anterior. Ouvi pássaros que não consegui identificar e algo que parecia macacos discutindo lá no alto. Começamos a caminhada pela floresta do Tenorio, com as botas afundando na lama.
O passeio de um dia pelo Rio Celeste não é uma caminhada fácil — são cerca de quatro horas de subidas e descidas, com raízes agarrando os tornozelos. José nos guiava firme, mas parava para mostrar pequenas orquídeas grudadas nas árvores e apontar onde o rio começava a ficar azul. Ele tentou explicar a história dos minerais vulcânicos (fiquei assentindo, mas só conseguia olhar para aquela cor inacreditável). A cachoeira — bem, ela é tão barulhenta que você sente a vibração no peito antes de vê-la. Tentei tirar foto, mas acabei só parado, de boca aberta. Tem momentos que não são pra Instagram, sabe?
Não esperava que o almoço fosse tão bom, talvez porque eu já estivesse morrendo de fome — um prato de casado naquele restaurantezinho perto da entrada do parque, com arroz ainda soltando fumaça e banana-da-terra doce como doce. Alguém perguntou se dava pra nadar no rio; José disse que sim, mas só rio abaixo, onde é seguro. E a gente foi — um mergulho rápido que deixou a pele gelada e com cheiro de minerais por horas. Na volta pra La Fortuna, o silêncio dominou, só quebrado por uns roncos leves (culpa minha). Até hoje penso naquela água azul impossível quando fico preso no trânsito da cidade.

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