Você vai pilotar ATVs pela floresta da Costa Rica saindo de Jaco, se refrescar em uma cachoeira selvagem, almoçar à beira do rio em Mata de Platano e passar por vilarejos remotos — tudo com um guia local que conhece cada curva da trilha. Prepare-se para botas enlameadas, risadas com desconhecidos, vistas do oceano inesquecíveis e talvez umas histórias para contar depois.
O que mais me marcou foi a poeira vermelha levantando atrás da gente ao sair de Jaco, o ronco dos motores sob as nuvens da manhã. Nosso guia — Diego, com aquele sorriso tranquilo — apontava onde a montanha começava a engolir a estrada. O cheiro era de verde molhado, como folhas depois da chuva, mesmo sem ter chovido ainda. Quando chegamos na Cascada del Zorro, minha camiseta já estava toda suja de lama e eu tinha rido mais do que imaginava. Ficar debaixo daquela queda d’água de 10 metros era gelado e revigorante; Diego contou que os locais vêm aqui para se refrescar, mas não ficam muito tempo — dizem que tem espírito na água.
Subimos ainda mais pela floresta, passando por árvores entrelaçadas por cipós tão densos que em alguns trechos nem dava para ver o céu. Surgiam aberturas inesperadas onde tudo se abria — juro que quase saí da trilha porque fiquei hipnotizado com o mar lá longe, além de Manuel Antonio e Nicoya. Paramos para beber algo num mirante; alguém me entregou uma latinha de um refrigerante doce e gaseificado (até hoje não sei o que era), e fiquei ali, grudado de suor, vendo as nuvens deslizarem pelas colinas. A palavra-chave aqui é tour de ATV Costa Rica dia inteiro, mas na real parecia mais estar vivendo algo de verdade do que só cumprir roteiro.
O almoço foi às margens do rio Tulin, em Mata de Platano — uma vila minúscula onde galinhas circulam entre as mesas e todo mundo parece conhecer o Diego. Arroz, feijão, frango assado na lenha que grudou no meu cabelo mesmo depois que saímos. Depois seguimos por mais vilarejos: Montelimar, Angostura (tentei falar direito e ganhei risada de um senhor na varanda), Pavona, San Gabriel... cada um menor que o outro até aparecer Las Delicias, com seus 39 moradores e bandeiras desbotadas de um rally de motocross de anos atrás.
Já no fim da tarde chegamos em Bijagual para uma última acenada para o primo do Diego (pelo menos acho que era ele) antes de descer para o Pacífico. O trecho final pela praia parecia coisa de filme — o sol derretendo em tons de laranja atrás da Península de Nicoya enquanto nossos ATVs cantavam sobre a areia dura como pedra. Paramos num barzinho à beira-mar para tomar algo gelado antes de voltar para a base em Jaco. Ainda penso naquela luz na água quando o barulho da cidade aperta lá em casa.
Sim, o transfer do hotel na área de Jaco está disponível mediante solicitação.
O passeio dura o dia todo, com várias paradas ao longo do caminho.
Use calçados fechados e roupas que possam sujar; leve protetor solar, repelente (opcional), roupa de banho e câmera.
Sim, o almoço autêntico é servido à beira do rio na vila de Mata de Platano.
Sim, todos os passeios são conduzidos por guias bilíngues profissionais (espanhol e inglês).
Crianças menores de 4 anos não podem pilotar; menores de 16 ou sem carteira devem ir como passageiros.
Sim, é necessário ter pelo menos 16 anos e carteira de motorista válida.
Sim, o passeio ocorre faça chuva ou faça sol; vista-se adequadamente para o clima.
Seu dia inclui transfer opcional do hotel em Jaco, aluguel de todo o equipamento necessário para pilotar o ATV pelas trilhas da floresta e vilarejos, entrada na cachoeira Cascada del Zorro para banho ou fotos, almoço típico à beira do rio na vila de Mata de Platano (com muito sabor local), além do acompanhamento de um guia bilíngue simpático até o retorno ao ponto base ao pôr do sol.


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