Você vai passear por ruas floridas em Laneia, tomar café entre pinheiros na Praça Troodos, se encantar com os ícones dourados do Mosteiro Kykkos, provar o vinho Commandaria perto de Omodos e rir com os locais pelo caminho. Esse passeio de um dia saindo de Limassol deixa mais que fotos — fica no ar da montanha.
A primeira coisa que me chamou atenção em Laneia foi a luz da manhã batendo nas antigas casas de pedra — parecia cena de um cartão postal antigo. Nossa guia Maria nos chamou para sentir o cheiro das ervas selvagens que cresciam perto dos degraus (acho que era orégano? Ela disse que tem em todo lugar por aqui). Flores transbordavam das janelas e um senhor acenava para a gente da porta de casa. Espiamos o lagar de azeitonas — ainda tinha aquele cheiro suave de fruta prensada — e Maria contou, rindo, que a avó dela costumava pegar azeitonas escondido quando ninguém via. Tentei imaginar como seria viver num lugar tão tranquilo assim. É impossível não desacelerar por aqui.
Subindo para as Montanhas Troodos, o ar mudou — ficou mais fresco, mais puro, com cheiro de pinheiro. Paramos para um café na Praça Troodos; confesso que não esperava gostar tanto do café cipriota (não mexa, se não vai tomar um gole cheio de borra). As barracas vendiam mel e figos secos. Depois seguimos subindo até o Mosteiro Kykkos — tanto ouro que quase precisei apertar os olhos. Os mosaicos brilhavam mesmo na luz fraca. Maria nos mostrou o ícone que dizem ter sido pintado pelo próprio Lucas; as pessoas encostavam a testa nele em silêncio, um momento que mexeu comigo, mesmo sem ser religioso.
Depois seguimos para o Throni tis Panagias — lá do alto a vista parece não ter fim. O vento puxava minha jaqueta e por um instante todo mundo ficou em silêncio só olhando. O almoço foi num cantinho escondido, com mesas de madeira e toalhas xadrez; mal lembro o que comi porque o vinho não parava de chegar (Commandaria — doce e encorpado, mais velho que muitos países). O dono serviu outra taça “para dar sorte”, disse piscando.
A última parada foi a vila de Omodos — ruas de pedra que serpenteiam entre lojinhas de renda e doces polvilhados com açúcar de confeiteiro. Tentei falar “koulourakia” direito, mas riram de mim (justo). Alguém me ofereceu um copinho de café forte na frente da igreja, e por um segundo tudo parecia muito longe de casa — de um jeito bom. Até hoje penso naquela vista do Throni; Chipre tem um jeito de entrar na gente sem perceber.
O passeio dura o dia todo com várias paradas; o tempo total depende do trânsito, começando pela retirada pela manhã até a volta no fim da tarde.
Sim, o almoço em um restaurante tradicional nas montanhas está incluído no roteiro.
Sim, o Mosteiro Kykkos é uma das principais paradas desse passeio de um dia saindo de Limassol.
Sim, há uma degustação em uma vinícola familiar perto da vila de Omodos como parte do roteiro.
Sim, o passeio inclui retirada e retorno para hotéis na área de Limassol.
É necessário vestir roupas modestas: ombros cobertos e pernas até os joelhos para entrar no Mosteiro Kykkos.
Sim, é adequado para todos os níveis de preparo físico e há assentos especiais para bebês, se necessário.
O dia inclui transporte com ar-condicionado para retirada e retorno em Limassol, visita guiada pela vila de Laneia, pausa para café na Praça Troodos entre pinheiros, entrada no Mosteiro Kykkos com tempo para apreciar a vista do Throni tis Panagias, almoço em restaurante tradicional nas montanhas com pratos locais, degustação de vinhos em vinícola familiar perto de Omodos e retorno no fim da tarde.


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