Suba o trecho mais tranquilo da Muralha de Mutianyu com um guia local, experimente jiaozi fresquinhos no almoço e caminhe sob antigas estátuas na Via Sagrada dos Túmulos Ming antes de voltar para Beijing — espere momentos de silêncio, risadas e história aos seus pés.
A primeira coisa que percebi quando nosso guia, Li, nos buscou em Beijing foi como o barulho da cidade foi ficando para trás enquanto dirigíamos — só o ronco suave do carro e, de vez em quando, um pouco de mandarim na rádio. Quando chegamos à Muralha da Grande Mutianyu, o ar estava tão fresco que me arrependi de não ter levado um casaco extra. As pedras sob meus pés estavam frias e irregulares, mas subir por elas (com aqueles corrimãos — graças a Deus) foi surpreendentemente prazeroso. Li mostrou alguns caracteres gravados nas pedras pelos trabalhadores há séculos. Tentei imaginar as mãos deles tocando essas mesmas pedras. Paramos para recuperar o fôlego mais de uma vez — minhas pernas ainda lembram — e admiramos a imensidão verde que se perdia na névoa. Aqui é mais tranquilo do que eu esperava; às vezes dá para ouvir o eco dos próprios passos.
O almoço chegou na hora certa. Paramos em um restaurantezinho simples ali perto, nada sofisticado, mas os jiaozi estavam quentinhos e reconfortantes. Li riu quando tentei falar “jiaozi” em mandarim — provavelmente falei errado — e me ensinou a maneira certa de mergulhá-los no molho. O chá tinha um sabor defumado e terroso, que combinava perfeitamente com tudo que vivenciamos naquele dia. Depois de comer demais (sempre faço isso), seguimos para os Túmulos Ming. A Via Sagrada é ladeada por enormes estátuas de animais e oficiais — algumas com expressão séria, outras quase sonolentas — e caminhar entre elas parecia quase um ritual, mesmo com alguns turistas tirando fotos por perto.
Eu não sabia muito sobre os Túmulos Ming antes dessa viagem — confesso — mas ficar na sombra do Changling provoca uma mistura estranha de admiração e curiosidade. Li explicou que só um túmulo tem o palácio subterrâneo aberto à visitação (Dingling), mas escolhemos o Changling pelo tamanho e pelas antigas vigas de madeira que resistiram a séculos de imperadores. Lá dentro, o silêncio é quase sagrado, como se todos baixassem a voz sem perceber. No caminho de volta a Beijing, fiquei pensando naqueles leões de pedra que vigiam imperadores silenciosos enquanto a vida lá fora continua a todo vapor.
São cerca de 1h30 de carro particular saindo do centro de Beijing até a Muralha da Grande Mutianyu.
Sim, o almoço em um restaurante local chinês está incluso no tour.
Você pode escolher entre visitar o Túmulo Changling ou Dingling, dependendo do seu interesse; apenas um será visitado durante o passeio.
Sim, as entradas para a Muralha da Grande Mutianyu e para uma parte dos Túmulos Ming estão incluídas.
Sim, o transporte de ida e volta do hotel dentro de Beijing está incluído.
É necessário um nível moderado de preparo físico devido às caminhadas e subidas na Muralha de Mutianyu.
Sim, opções vegetarianas estão disponíveis se solicitadas na reserva; outras necessidades alimentares também podem ser atendidas com aviso prévio.
Sim, o tour pode ser organizado em outros idiomas além do inglês e mandarim, desde que reservado com pelo menos 3 dias de antecedência.
Seu dia inclui transporte privativo com busca e retorno ao hotel em Beijing, ingressos para a Muralha da Grande Mutianyu e para a parte escolhida dos Túmulos Ming, guia especializado durante todo o trajeto, além de um almoço tradicional em restaurante local antes de voltar para a cidade ao entardecer.


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