Você vai dar a volta na ilha de Sal com um guia local — vendo barcos descarregar no porto de Palmeira, flutuando na cratera de sal de Pedra de Lume, avistando tubarões-lixa em Shark Bay da praia ou entrando na água para chegar mais perto. Prepare-se para risadas com os erros de idioma e momentos em que o tempo desacelera sob o sol de Cabo Verde.
Eu não sabia o que esperar de um passeio de um dia pela ilha de Sal. A primeira parada foi na Baía de Murdeira, onde nosso guia Carlos apontou uma montanha que todo mundo diz parecer um leão. Eu tentei enxergar — será que parece? O vento trazia um cheiro leve de sal, e ao fundo crianças riam tentando pegar pequenos caranguejos. Ficamos um tempo só observando a água mudar de cor. Era uma calma que parecia dizer que a ilha não tinha pressa de impressionar ninguém.
Depois fomos para Espargos, que fica bem no meio da ilha e parece seu coração — muita gente conversando nas esquinas, alguns velhinhos jogando cartas sob uma lona desbotada. No alto do morro Radar, Carlos nos deixou aproveitar a vista com calma (quase 360 graus — ele tinha orgulho disso). Tentei tirar uma foto, mas nada fez justiça ao visual. Tem algo em ver todo aquele espaço de uma vez que faz você se sentir pequeno, de um jeito bom.
Palmeira estava mais movimentada do que eu imaginava — barcos chegando, mulheres vendendo peixe com mãos rápidas e sorrisos largos. Passamos por casas pintadas de todas as cores que você pode imaginar. Tentei agradecer dizendo “obrigado” para uma mulher que vendia frutas; ela riu e corrigiu meu sotaque (provavelmente eu estava errado). Depois seguimos para conhecer o “Olho Azul” — uma piscina natural esculpida na lava preta. A luz do sol bateu na água e, por um instante, ela ficou com um tom turquesa incrível. O ingresso custava três euros, mas valeu cada centavo por aquele azul tão vivo.
A cratera de sal Pedra de Lume foi outra história. Você passa por uma pequena gruta e, de repente, está dentro das antigas salinas — o chão branco como neve. Flutuar naquela água salgada foi estranho no começo (minha pele formigou), mas em pouco tempo comecei a rir porque não tem jeito de afundar, por mais que tente. Dizem que faz bem para a pele — não sei se é verdade, mas até hoje lembro da leveza que senti depois.
Shark Bay foi nossa última parada antes de voltar — alguns de nós entraram na água até o joelho para ver os tubarões-lixa nadando perto (eles não são perigosos, como o Carlos repetiu pelo menos três vezes). A água estava fria no começo, mas você se acostuma, e ver aqueles tubarões tão perto é uma paz meio estranha. Kite Beach estava cheia de windsurfistas voando sobre as ondas; ficamos sentados na areia um tempo, com areia grudando em tudo, cansados daquele jeito bom depois de um dia inteiro ao ar livre.
O passeio cobre os principais pontos da ilha de Sal em um dia inteiro.
Sim, há opções flexíveis de pickup; confira a disponibilidade ao reservar.
Sim, crianças podem participar; a entrada é paga a partir dos 12 anos.
Você precisará de cerca de 3 euros para entrar no Olho Azul e na cratera de Pedra de Lume.
Sim, o transporte durante o passeio é acessível para cadeirantes.
Sim, é possível observar tubarões-lixa da praia ou entrando na água rasa — eles não representam perigo para humanos.
Os guias locais falam várias línguas, incluindo português; inglês geralmente está disponível também.
Não, refeições não estão incluídas; leve lanches ou compre comida durante as paradas, como na vila de Palmeira.
Seu dia cobre todos os cantos da ilha de Sal — desde as águas calmas da Baía de Murdeira até o movimentado porto de Palmeira — com paradas no mirante de Espargos, entrada na piscina natural Olho Azul e na cratera de sal Pedra de Lume (ingressos não incluídos), além de tempo em Shark Bay e Kite Beach antes de voltar à noite. Acesso para cadeirantes e transporte flexível disponíveis mediante pedido.


Pagamento seguro em viator.com
Precisa de ajuda para planejar sua próxima atividade?