Você vai caminhar pelo Vale do Pati na Chapada Diamantina com um guia local, dividir lanches em mirantes incríveis e dormir em refúgios aconchegantes com roupa de cama limpa. Prepare-se para refeições típicas do Nordeste, momentos de silêncio acima das cachoeiras e risadas com botas enlameadas ou jogos de cartas enquanto a chuva cai lá fora — uma aventura que fica na memória muito depois do fim.
A primeira coisa que me chamou atenção foi a luz da manhã invadindo o Vale do Pati — parecia que alguém tinha acabado de abrir uma janela para todo o vale. Acabávamos de subir até o mirante do Pati, sem fôlego e rindo porque eu tinha escorregado numa pedra (só um joelho sujo de lama, nada grave). Nosso guia, João, passou fatias de bolo de milho caseiro enquanto a gente fazia um lanche. O vento trazia um cheiro leve de fumaça de lenha e flores silvestres. Naquele momento pensei: já valeu a pena até as pernas doloridas.
Andar pela Chapada Diamantina tem um silêncio meio estranho às vezes. Você só ouve o barulho das botas pisando no cascalho e o João apontando plantas com nomes que eu não conseguia decorar. Ele mostrou onde antigamente as pessoas garimpavam diamantes — até achou um pedacinho de quartzo e passou para todo mundo ver. No segundo dia encaramos o Morro do Castelo. Três mirantes diferentes, cada um com uma vista mais aberta que o anterior. Lá no topo, ninguém falou nada por um tempo — só ficamos olhando as nuvens passando pelos vales lá embaixo. O almoço foi feijão com carne de sol no refúgio; confesso que comi mais do que devia.
Não esperava me sentir tão em casa nesses pequenos refúgios. As camas eram simples, mas limpas — lençóis e toalhas fresquinhos esperando depois de horas de trilha (eu tinha levado muita coisa desnecessária). Na segunda noite choveu forte; dava pra ouvir a chuva batendo no telhado enquanto jogávamos cartas com umas pessoas de Salvador. O celular de alguém tocava um forró baixinho ao fundo — parecia que estávamos longe de tudo.
O último dia foi todo dedicado à Cachoeirão. O João nos levou a dois mirantes diferentes — um bem em cima daquela queda enorme, com a névoa subindo de baixo, e outro de lado, onde dava pra ver o quanto ela despenca (280 metros!). Fizemos um lanche na Piscina do Cachoeirão, com os pés na água gelada. Minhas panturrilhas doíam, mas nem liguei — às vezes ainda lembro daquela vista quando fico preso no trânsito em casa.
A trilha é acessível para a maioria das pessoas em boa forma física; não é recomendada para gestantes ou quem tem problemas cardíacos.
Sim, todas as refeições estão incluídas e são preparadas com comida típica nordestina servida nos refúgios ao longo do caminho.
As noites são passadas em camas nos refúgios locais dentro do Vale do Pati; lençóis e toalhas são fornecidos.
O transporte privativo está incluso; há também opções de transporte público nas proximidades, caso precise.
É necessário uma mochila de pelo menos 40L e tênis ou bota de trilha com boa aderência; a roupa de cama é fornecida nos refúgios, então pode levar menos peso.
Seu pacote de três dias inclui transporte privativo até o início da trilha no Vale do Pati, todas as refeições feitas por moradores locais durante o percurso, hospedagem em refúgios confortáveis com roupa de cama e toalhas limpas — assim você não precisa carregar peso extra — e acompanhamento de um guia nativo experiente durante toda a jornada.


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