Comece no agitado Mercado Público de Porto Alegre com seu guia, passe por histórias de enchentes antigas e quartos de poetas, explore praças coloridas e igrejas cheias de lendas, e termine na Usina do Gasômetro com o pôr do sol sobre o rio Guaíba. Esse passeio mostra o que os moradores mais amam na cidade.
Sua tarde inclui acompanhamento de um Guia de Turismo oficial, registrado no Ministério do Turismo; o encontro é no Mercado Público de Porto Alegre e vocês exploram juntos os principais pontos antes de terminar o passeio ao pôr do sol na Usina do Gasômetro, às margens do rio Guaíba.
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Seguimos para a Praça da Alfândega, onde Ana apontou o prédio do Farol Santander — ela chamou de “a máquina do tempo da cidade” — e depois passamos pelo Museu de Artes do Rio Grande do Sul. O ar tinha um cheiro leve de chuva na pedra, mesmo com o sol brilhando. Crianças andavam de skate nas bordas da praça e uns senhores jogavam xadrez embaixo de uma árvore. Entramos na Casa de Cultura Mário Quintana por um instante; Ana mostrou o antigo quarto do poeta (pequeno, cheio de pilhas de livros) e contou histórias dele descendo para tomar café de chinelo. Tentei imaginar morar ali por doze anos — não sei se aguentaria doze dias sem me perder nesses corredores cor-de-rosa.
A Basílica Nossa Senhora das Dores parecia mais silenciosa que o resto do caminho. Ana contou a lenda das “torres amaldiçoadas” — ela riu quando tentei repetir em português (com certeza estraguei a pronúncia). Meus pés já estavam cansados, mas nem percebi direito porque a cada esquina tinha uma história nova, um mural colorido ou alguém vendendo brigadeiros numa caixinha de Tupperware.
Terminamos na Usina do Gasômetro bem quando o sol começava a se pôr atrás do Guaíba. Pessoas espalhadas na beira da água, casais compartilhando chimarrão em garrafas térmicas, crianças chutando bola descalças. Não estava barulhento, mas dava para ouvir uma música vindo de algum lugar atrás da gente — talvez o som de um celular. Aquela luz refletida na água é algo que ainda me vem à cabeça quando lembro de Porto Alegre. Ficamos ali sentados um tempo, sem muita conversa. Às vezes, é só isso que a gente precisa.
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