Saia cedo de Campo Grande para um dia completo no Pantanal: rode em caminhonetes abertas por campos e áreas selvagens com guia local, caminhe por trilhas lamacentas até o rio Miranda, tente pescar piranha em uma chalana e compartilhe um almoço sob árvores sombreadas. Prepare-se para risadas, surpresas da natureza — e um silêncio que você nem sabia que precisava.
Seu dia inclui transfer privativo de carro de Campo Grande até a fazenda no Pantanal (cerca de 3 horas cada trecho), todas as atividades como safari fotográfico por campos e áreas nativas com guia local experiente, caminhada pela trilha Carandá para ver de perto o rio Miranda, passeio de chalana com pesca de piranha usando varas de bambu, além de almoço e lanche da tarde antes do retorno confortável.
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Ler todas as avaliações ›Confesso que não esperava estar acordado antes do sol nascer. A viagem de Campo Grande até o Pantanal levou umas três horas, mas é curioso como o tempo passa rápido quando você vai vendo a paisagem mudar. Nosso guia, Paulo, contou histórias de quando cresceu por ali e apontou pássaros que eu nem sabia que existiam. Teve um momento em que paramos para um café num lugarzinho simples à beira da estrada, e eu senti cheiro de fumaça de lenha misturado com algo doce — talvez um bolinho frito? Até hoje não descobri o que era.
Quando finalmente chegamos na fazenda, já passava das 8 da manhã e o calor já estava presente. O caminhão do safari parecia... digamos, “bem usado”, mas os bancos eram confortáveis. Seguimos por campos de gado e plantações de arroz verdinhas (Paulo brincou que vaca é um trânsito melhor que carro). De repente, estávamos no Pantanal selvagem — como se alguém tivesse apertado um botão. Ele diminuiu a velocidade para a gente observar capivaras relaxando perto da água e os enormes tuiuiús que pareciam donos do pedaço. Em um momento quase perdi um jacaré porque estava hipnotizado por araras azul-e-amarelas brigando por um galho.
Tem uma trilha chamada Carandá que leva até o rio Miranda — o chão é lama, mas vale a pena pelo silêncio. Dá para ouvir o zumbido dos insetos e, às vezes, só o vento nas árvores. Paulo mostrou como os moradores locais identificam pegadas de onça (tentei não parecer nervoso). Depois, em um passeio de chalana pelo córrego São Domingos, tentamos pescar piranha com varas de bambu. Spoiler: eu só peguei mato, mas alguém fisgou uma piranha de verdade e todo mundo vibrou feito criança. O almoço foi simples, mas gostoso — arroz, feijão e uma carne grelhada — e depois deu para ficar só sentado sob uma árvore vendo a luz do sol brincar na água.
Fico pensando naquele silêncio à beira do rio. Foi diferente de tudo que já vivi — parecia que você podia ficar quieto um instante sem ninguém esperar nada de você. Então, se você quer um passeio de um dia no Pantanal saindo de Campo Grande, onde realmente conhece gente da região (e talvez leve umas risadas pela sua pesca), esse é o passeio certo.
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