Você vai acompanhar um guia local pelos túneis centenários da Mina Central em Ouro Preto, vendo vestígios de ouro no quartzo e tocando paredes manchadas de ocre e vermelho. Ouça histórias sobre as pinturas das igrejas e as reservas de minério de ferro enquanto explora os diferentes níveis — capacete incluso para sua segurança. É rápido, mas cheio de vida; você vai olhar para a cidade lá em cima com outros olhos.
Sua visita inclui um passeio guiado pela Mina Central de Ouro em Ouro Preto, com capacetes fornecidos para garantir sua segurança durante todo o tempo no subterrâneo — basta se encontrar próximo à Praça Tiradentes e acompanhar o guia que vai contar histórias de séculos atrás antes de voltarem juntos para a superfície.
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Fiquei passando a mão pela parede áspera (provavelmente não devia), e senti pequenos trechos onde a pedra mudava de cor — amarelo ocre aqui, depois uma faixa vermelha intensa. O guia explicou que esses pigmentos eram usados para pintar as igrejas por toda Ouro Preto. Alguém perguntou sobre um tom roxo — ele chamou de “rei roxo”, um nome bem nobre para uma pedra. Gostei disso. Sempre que alguém falava, o som ecoava; até as risadas pareciam dançar pelos túneis. São só uns 30 ou 40 minutos lá embaixo, mas o tempo parece desacelerar, como se você estivesse emprestando um pedaço do passado.
Paramos num ponto onde minério de ferro escorria pelo caminho — um lembrete de que essa região fica sobre a maior reserva de ferro do Brasil (Quadrilátero Ferrífero, como ele chamou). Não esperava prestar tanta atenção nas cores e texturas numa visita a uma mina de ouro em Ouro Preto. Na saída, a luz do sol parecia ainda mais forte e quente depois daquele silêncio subterrâneo. Até hoje me pego lembrando dessas cores quando vejo as antigas igrejas da cidade.
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