Você vai pedalar pelos jardins secretos de Gent, vielas com arte de rua marcante e pontos medievais, guiado por um local que conhece todos os atalhos. Ria com a galera numa cervejaria descolada, ouça histórias de imperadores na Catedral de São Bavo e sinta o silêncio dos pássaros na Marina Portus Ganda. Ver Gent assim é uma experiência que mexe com você — e você vai sentir isso também.
A duração exata não é especificada, mas o passeio cobre vários pontos principais do centro de Gent com paradas incluídas.
Sim, o passeio é conduzido por um guia local que compartilha histórias e curiosidades ao longo do trajeto.
Sim, bicicletas e capacetes estão inclusos para todos os participantes.
O tour começa no jardim interno da Abadia de São Pedro, no centro de Gent.
Sim, é adequado para todos os níveis de preparo físico e oferece cadeirinhas especiais para bebês, se necessário.
Você vai conhecer a Catedral de São Bavo, a Marina Portus Ganda, o centro cultural Bijloke, o beguinário histórico, parques e muito mais.
Não, o almoço não está incluído, mas há uma pausa numa cervejaria local durante o passeio.
Sim, bebês podem participar com cadeirinhas especiais; crianças devem sentar no colo de um adulto, se necessário.
Seu dia inclui o uso de uma bicicleta bem cuidada e capacete para cada participante; também há cadeirinhas para bebês, se precisar. O roteiro começa no centro, na Abadia de São Pedro, fácil de chegar por transporte público — e seu guia local vai manter o clima leve enquanto você pedala por parques, ruas históricas, praças de catedral e ainda faz uma pausa numa cervejaria antes de voltar para o centro.
Sabe aquela sensação de chegar em um lugar e sentir a cidade pulsando na pele? Foi assim em Gent para mim, especialmente quando subimos nas bikes perto da Abadia de São Pedro. Nosso guia, Pieter (que trocava do holandês para o inglês numa boa), distribuiu capacetes e ajustou os selins de todo mundo — até o meu, que eu sempre erro de alguma forma. O ar tinha um cheiro leve de chuva sobre pedra antiga, mas o céu segurou a chuva enquanto passávamos pelo jardim da abadia — tão verde que parecia até pintura.
Não esperava sentir tanto vento no rosto enquanto cruzávamos o bairro universitário, nem ouvir risadas ecoando dos cafés dos estudantes ao passar pela biblioteca — Pieter chamou de “o orgulho modernista de Gent”. Ele apontou para um mural cheio de cores (quero muito lembrar o nome do artista) e contou que a arte de rua aqui não é só aceita — é celebrada. Fizemos uma pausa rápida no Bijloke; alguns locais montavam cadeiras para um show à noite, e dava pra sentir o cheiro de café vindo de algum lugar perto. O museu da cidade ficava ali do lado, mas confesso que minha atenção ficou mesmo na música que saía por uma janela aberta.
Seguimos por caminhos tranquilos, longe do barulho da cidade — em um momento, o cachorro de alguém latiu para nosso pequeno comboio de bicicletas e quase caí de rir. Paramos para um descanso numa cervejaria escondida num antigo galpão industrial; parecia que todo mundo ali se conhecia, menos a gente, mas ninguém se importou. Minhas mãos ficaram pegajosas do copo (cerveja belga não é brincadeira), e quando Pieter falou que Carlos V nasceu aqui em Gent, alguém perguntou se ele já tinha andado de bike — ele só sorriu.
O trecho final nos levou até a Marina Portus Ganda, onde os rios Leie e Scheldt se encontram — um lugar mais tranquilo do que você imagina para um ponto tão importante. Voltamos passando pela Catedral de São Bavo, com suas portas pesadas e sombras frescas no interior; mesmo sem ficar muito tempo, aquele lugar ficou marcado. O ar parecia diferente depois de tanto pedal — talvez fosse só alívio, ou algo que não consigo explicar direito.

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