Você vai se perder pelos becos da Casbah de Argel com um guia local que conhece cada atalho e história. Suba até a Cidadela para vistas incríveis da cidade, caminhe silenciosamente por palácios otomanos cheios de luz e história, e depois compartilhe um almoço caseiro numa casa da Medina — risadas garantidas se tiver sorte.
O passeio geralmente começa às 10h, salvo mudanças de última hora que serão avisadas com antecedência.
Se reservar com almoço incluso, você terá uma refeição tradicional preparada por moradores em uma casa antiga da Medina.
A pausa para o almoço costuma durar entre 45 e 60 minutos para todos aproveitarem os pratos argelinos antes de continuar.
Sim, as taxas de entrada para museus estão incluídas na sua reserva.
Sim, há opções de transporte público disponíveis nas proximidades.
Este passeio não é recomendado para quem tem problemas na coluna, saúde cardiovascular comprometida ou está grávida. É necessário estar com boa condição física para caminhar.
Você vai conhecer a Cidadela (fortaleza da Kasbah), explorar as ruas estreitas da cidade antiga e visitar o palácio Dar Mustapha Pacha.
Seu dia inclui taxas de entrada em museus e impostos GST; se escolher o almoço na reserva, vai compartilhar uma refeição tradicional feita por moradores dentro de uma casa antiga na Medina antes de continuar o passeio guiado pelas ruas históricas da Casbah de Argel.
Mal havíamos dobrado a primeira esquina da Casbah quando nosso guia, Ahmed, parou para cumprimentar um senhor que vendia chá de hortelã em um carrinho velho. Ele nos serviu copinhos — doces, quentes, com aquele aroma forte de hortelã — e contou como o avô dele costumava se esconder nesses mesmos becos durante a resistência. As pedras sob nossos pés estavam escorregadias por causa da chuva da noite anterior, quase escorreguei (Ahmed segurou meu cotovelo e só sorriu). Tem algo nessas ruas tortuosas — paredes caiadas com portas azuis, crianças correndo e gritando em francês e árabe — que faz você se sentir dentro de um labirinto vivo. A palavra-chave aqui é “tour Casbah de Argel”, mas, na real, parecia mais uma visita à memória de alguém do que um passeio turístico.
Subimos em direção à Cidadela — a cada curva, uma nova vista de Argel se descortinava até o mar. Em um momento, passamos por uma porta tão baixa que precisei me curvar (não sou alto), e de repente estávamos dentro do Dar Mustapha Pacha. O lugar é mais silencioso; dava para ouvir nossos passos ecoando no piso de azulejo. Ahmed apontou os tetos de madeira entalhada e explicou como os governantes otomanos misturaram estilos berberes e mediterrâneos — tentei imaginar como seria viver ali séculos atrás, com a luz do sol entrando pelas janelas vazadas. Havia um leve cheiro de óleo de limão nos corrimãos; eu ficava passando a mão neles sem perceber.
O almoço foi em uma casa antiga no coração da Medina — um primo do Ahmed cozinhou para nós. Confesso que fiquei meio nervoso de comer com estranhos, mas acabei rindo enquanto tentávamos pronunciar “rechta” direito (o Li foi quem riu mais da minha tentativa). O cuscuz estava fofinho e com um toque doce e picante; alguém passou um pão ainda quentinho saindo do forno. Sentamos juntos em almofadas enquanto do lado de fora os vendedores gritavam uns por cima dos outros. Tudo aquilo parecia meio íntimo — como se tivéssemos sido convidados para um segredo de família.

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