Viaje de Hue a Hoi An com paradas surpreendentes: incenso sob uma ponte antiga, túmulos coloridos na Cidade dos Fantasmas, vento na Lagoa Tam Giang e cavernas frescas nas Montanhas de Mármore. Com um motorista local cuidando de tudo (e lembrando de não esquecer o celular), essa é mais que uma viagem — é uma sequência de momentos que ficam.
A viagem sem paradas leva cerca de 3 horas, mas com as visitas pelo caminho costuma durar de 5 a 7 horas, dependendo do seu ritmo.
Você vai parar na ponte coberta Thanh Toan e mercado, Cidade dos Fantasmas (cemitério de An Bang), mirante da Lagoa Tam Giang, passo Hai Van e Montanhas de Mármore perto de Da Nang.
Sim, a busca no hotel no centro de Hue está inclusa no transfer privado.
Não inclui almoço, mas água mineral é fornecida e há opções para comprar lanches nos mercados locais pelo caminho.
Bebês são bem-vindos, mas devem ficar no colo de um adulto; assentos especiais para bebês estão disponíveis se necessário.
Você terá um motorista que fala inglês básico e pode compartilhar informações locais, mas não é um guia turístico oficial.
Não, as taxas de entrada não estão incluídas; leve dinheiro caso queira visitar algumas áreas ou cavernas nas Montanhas de Mármore.
O passeio inclui degraus e terrenos irregulares em alguns pontos; pode não ser indicado para quem tem mobilidade limitada ou certas condições de saúde.
Seu dia inclui busca no hotel no centro de Hue com veículo com ar-condicionado, todas as taxas de estacionamento nas paradas da ponte Thanh Toan até as Montanhas de Mármore, água mineral durante todo o trajeto e um motorista simpático que fala inglês, garantindo que você não esqueça nada ao chegar no hotel em Hoi An ou Da Nang.
Não esperava que o dia começasse com o cheiro de incenso subindo de um altar no meio de uma antiga ponte de madeira. Nosso motorista nos buscou pontualmente em Hue — sorriu e perguntou se já tínhamos tomado café da manhã (não tínhamos, mas ele nos ofereceu água). A primeira parada foi a ponte coberta Thanh Toan, que rangia sob nossos pés enquanto senhoras vendiam pequenas laranjas verdes e peixes secos logo do lado de fora. Tentei entender sobre o culto aos ancestrais ali; meu vietnamita é quase zero, mas ela entendeu o suficiente para acenar e apontar para uma foto colada na madeira. O ar tinha cheiro de arrozais molhados e um doce que eu não consegui identificar.
Seguimos para a vila de An Bang — conhecida como a “Cidade dos Fantasmas”. Na verdade, não é uma cidade, mas um desfile de cores vibrantes e túmulos enormes espalhados pela areia branca. Alguns pareciam mini-mansões ou templos, todos para pessoas que ainda nem partiram. O motorista explicou que as famílias constroem esses túmulos para os ancestrais (e às vezes para si mesmas), enviando dinheiro do exterior só para isso. É um cemitério estranho, quase alegre — com azuis, dourados e dragões por toda parte. Meio surreal. Paramos para fotos; me senti estranho sorrindo na frente do lugar onde alguém vai descansar, mas ninguém parecia se importar.
Na Lagoa Tam Giang, tudo ficou silencioso, só o vento e o som distante dos motores dos barcos. O motorista parou para que pudéssemos ficar na ponte Truong Ha e admirar a vista — água infinita refletindo o céu, pequenos barcos de pesca espalhados. Ele apontou onde três rios se encontram antes de desaguar no mar. Depois veio o passo Hai Van: nuvens baixas rolando sobre colinas verdes e curvas que fizeram meu estômago dar voltas (no bom sentido). Ele contou que ali era a fronteira entre antigos reinos — tentei imaginar exércitos marchando, mas só vi motos passando rápido.
A última parada foi nas Montanhas de Mármore, perto de Da Nang. Subimos degraus irregulares até cavernas frescas cheias de Budas meio esculpidos — alguns rostos desgastados por séculos de mãos, outros ainda com marcas recentes de cinzel. Uma senhora local me mostrou como passar a palma da mão em uma estátua “para dar sorte”. Meus sapatos escorregaram um pouco na pedra úmida; ela riu e me segurou com uma mão. A vista do topo estava um pouco nublada, mas dava para ver até Hue, se você apertasse os olhos.
Quando finalmente chegamos em Hoi An, as lanternas já começavam a brilhar ao longo do rio. Nosso motorista conferiu o carro (“Não esqueça seu celular!”) antes de acenar com as duas mãos pela janela. Ainda penso naquela mistura estranha de fantasmas antigos e novos começos — fez a chegada em Hoi An parecer especial de um jeito que eu não esperava.
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