Viaje de Hue a Hoi An num carro particular com um motorista local que para para um café ou contar histórias pelo caminho. Pare na Lagoa Lap An para apreciar as montanhas, atravesse o Hai Van Pass com suas curvas e relíquias de guerra, e explore as cavernas da Montanha de Mármore antes de chegar em Hoi An. Não é só um traslado — é o primeiro contato com o ritmo do Vietnã central.
A viagem dura cerca de 5 a 6 horas, incluindo paradas para passeios.
Sim, o motorista busca você direto no hotel ou em qualquer endereço em Hue.
Você vai parar na Lagoa Lap An, Baía de Lang Co, Hai Van Pass e Montanha de Mármore antes de chegar em Hoi An.
Sim, bebês podem ir em carrinho e assentos infantis especiais estão disponíveis mediante pedido.
Sim, o transporte e todas as áreas do passeio são acessíveis para cadeirantes.
Sim, o veículo particular oferece Wi-Fi gratuito durante todo o trajeto.
Sim, há opções de transporte público próximas tanto em Hue quanto em Hoi An.
O dia inclui busca porta a porta no seu hotel em Hue (ou qualquer lugar da cidade), água mineral para a viagem, veículo particular com ar-condicionado e Wi-Fi grátis, além de tempo para paradas na Lagoa Lap An, Baía de Lang Co, mirantes do Hai Van Pass e Montanha de Mármore antes de chegar ao seu hotel em Hoi An.
Confesso que quase perdemos o horário porque não achava a outra sandália (coisa típica minha). Nosso motorista só sorriu quando finalmente saímos do saguão do hotel em Hue — nem sinal de impaciência. Ele falava inglês melhor do que eu esperava e logo perguntou se queríamos tomar um café antes de sair. Aceitamos. O café na beira da estrada tinha cheiro de leite condensado doce e escapamento de moto, um aroma que, para ser sincera, acabou sendo bem acolhedor depois de uma semana no Vietnã.
A viagem rumo ao sul começou tranquila — eu estava quase dormindo até avistar a Lagoa Lap An. Parecia até coisa de filme: água cristalina refletindo as nuvens, cercada por montanhas azul-esverdeadas. Nosso guia (que pediu para chamarmos de Minh) explicou como os locais pescam ostras ali. Ele apontou para uma mulher de chapéu cônico andando na água rasa; o riso dela ecoava quando alguém na margem gritou algo que não entendi. O cheiro de sal e frescor no ar me fez querer ficar ali por mais tempo.
Depois seguimos para a Baía de Lang Co e então encaramos a subida pelo Hai Van Pass. A estrada tinha tantas curvas que meu parceiro ficou nervoso e não parava de perguntar para o Minh se ele já tinha dirigido ali antes (“centenas de vezes”, ele riu). Em um momento, paramos — o vento bagunçando meu cabelo — e ficamos só olhando a baía lá embaixo enquanto caminhões passavam atrás da gente. Minh mostrou onde ainda estão os bunkers americanos, caindo aos pedaços no topo da serra; eu nem fazia ideia de quanta história está escondida nessas colinas.
Quando chegamos na Montanha de Mármore, perto de Da Nang, já era fim de tarde e a luz estava dourada e suave. Andamos por cavernas fresquinhas cheias de fumaça de incenso e pequenos altares. Crianças vendiam tartarugas de mármore perto das escadas — tentei pechinchar, mas acho que paguei caro (o garoto piscou pra mim como quem diz “boa tentativa”). O trecho final até Hoi An foi tranquilo, só ouvindo pop vietnamita no rádio e aquela sensação de estar quase chegando num lugar novo, mas ainda não em casa.

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