Você vai conhecer Kampala de verdade: provar petiscos no Mercado Owino, subir o minarete da mesquita para ver a cidade de cima, almoçar num lugar local perto do Mercado Nakasero e ouvir seu guia contar histórias que misturam luz e sombra. Prepare-se para risadas, sabores novos, talvez umas dores musculares — mas, principalmente, lembranças que ficam para sempre.
O passeio geralmente dura algumas horas, dependendo do ritmo do grupo e das paradas para comida ou fotos.
O transporte pode ser contratado à parte, de carro ou moto, por um custo extra (US$30 carro / US$15 moto).
Você vai passar pelo Mercado Owino (St. Balikuddembe) e pelo Mercado Nakasero durante o passeio.
Você verá o Palácio do Kabaka por fora; a entrada depende das regras vigentes ou de acordos especiais.
O passeio inclui petiscos de comida de rua e almoço em um restaurante local perto do Mercado Nakasero.
O minarete da mesquita tem 272 degraus até o ponto com vista panorâmica da cidade.
Não é recomendado para quem tem problemas na coluna, cardíacos ou gestantes, devido ao esforço físico.
Recomenda-se calçado confortável, roupa adequada para locais religiosos, dinheiro para compras no mercado e água.
Seu dia inclui água mineral para se refrescar sob o sol de Kampala, petiscos locais pelo caminho (como frutas frescas ou frituras) e almoço num lugar autêntico perto do Mercado Nakasero. O transporte pode ser organizado de carro ou moto, caso queira evitar o trânsito — é só avisar na hora da reserva.
Tudo começou quando a Sarah nos chamou no canto do Mercado Owino — ela tinha um jeito de sorrir como se já conhecesse metade da sua história. Ela me ofereceu um pedacinho de mandioca frita (acho que se chama “gonja”?) e tentei agradecer em luganda. Ela riu, corrigiu com carinho e apontou para uma fila de barracas onde o ar cheirava a carvão e manga madura. Nosso guia, Patrick, só sorriu e disse: “Bem-vindos ao verdadeiro Kampala.” O barulho do mercado era uma loucura — panelas batendo, risadas, gente gritando preços em três idiomas ao mesmo tempo. Eu perdia a noção da direção, mas o Patrick sempre achava a próxima viela.
Passamos pelo Old Taxi Park — uma verdadeira confusão sobre rodas. Centenas de matatus tão apertados que eu me perguntava como alguém achava seu transporte. Um motorista se inclinou para fora e gritou algo para o Patrick (pareciam se conhecer), depois nos fez sinal para passar por um atalho entre dois ônibus. Eu sentia o calor dos motores e o cheiro de diesel misturado com carne assada de um vendedor perto dali. Não era bonito, mas tinha aquela energia que só as grandes cidades têm.
A Mesquita Nacional de Uganda era mais tranquila do que eu esperava — tiramos os sapatos, o piso de azulejos fresquinho, a luz entrando pelas janelas coloridas. Subir os 272 degraus do minarete quase me derrubou (não sou muito atlético), mas uau... lá do topo, com o vento no rosto e toda Kampala aos nossos pés, minhas pernas esqueceram o cansaço por um instante. O Patrick apontou o Lago Vitória no horizonte; parecia longe demais, mas também perto o bastante para tocar, se você apertasse os olhos.
O almoço foi num cantinho escondido atrás do Mercado Nakasero — sentamos ombro a ombro com moradores comendo posho e feijão em pratos de metal. Uma garotinha ficava olhando minha câmera até a mãe dela dar um toque para ela dizer oi; até hoje lembro daquele aceno tímido. O passeio ainda passou pelo Palácio do Kabaka — jardins lindos que escondem histórias mais sombrias do que eu imaginava (o Patrick não poupou detalhes). Nessa hora meus pés já doíam, mas, sinceramente? Eu não queria que acabasse tão cedo.
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