Você vai explorar aldeias silenciosas de ardósia escondidas na Serra da Lousã, provar água da nascente com o guia, conhecer moradores que vendem mel ou cuidam dos jardins, e caminhar por trilhas abandonadas onde só os pássaros quebram o silêncio. Prepare as botas enlameadas, café forte em xícaras lascadas e uma paz que fica mesmo depois de voltar para Coimbra.
Vou ser sincero — não esperava me sentir tão pequeno em Cerdeira. Tem uma ponte estreitinha na entrada, só dá para duas pessoas apertadas, e parece que você está entrando na história de outra pessoa. As casas aparecem entre castanheiros, com caminhos de ardósia que se enrolam ao redor delas. Nosso guia Tiago mostrou uma nascente escondida atrás de samambaias densas; ele disse que os moradores ainda bebem dessa água. Eu experimentei — gelada, dava até um choque nos dentes. Só conseguia pensar no silêncio, quebrado só pelos pássaros e pelo som das nossas botas no chão de pedra.
Pegamos estradinhas de terra (de verdade — esburacadas, mas divertidas) por pinhais que cheiravam a verde e fresco depois da chuva da noite anterior. Em Candal, tinha mais gente: um senhor acenando da porta, umas crianças correndo morro acima. Tiago contou que nos fins de semana o lugar fica mais movimentado, porque o pessoal vem buscar o ar puro e talvez um café no café minúsculo. Conhecemos a Dona Maria, que vende mel em potes reaproveitados; as mãos dela ficaram pegajosas quando me entregou um, mas o sorriso dela parecia conhecer cada visitante pelo nome.
Algumas aldeias quase se perderam nas colinas — Casal Novo principalmente. Quase passamos direto até Tiago parar e apontar para o que parecia um monte de pedras sob árvores cobertas de musgo. Gondramaz era diferente: casas de xisto bem arrumadinhas, flores coloridas nas janelas, e até paramos para um café (a xícara tinha um lascadinho, mas a vista compensava). Depois fizemos uma caminhada entre Cadaval Cimeiro e Cadaval Fundeiro — ambos abandonados depois de incêndios há décadas. Era estranho andar por ruas vazias, com a grama crescendo entre as pedras; me peguei sussurrando sem querer.
Se fizer o passeio de dia inteiro saindo de Coimbra, tem Aigra Velha lá no alto, a 770 metros — não tem muito além do vento e do céu aberto (e uns burros pastando, se tiver sorte). Minhas pernas já estavam cansadas, mas nem liguei. Tem algo nessas aldeias de xisto que fica com você depois que vai embora; talvez seja saber que ainda tem gente vivendo tão perto da natureza. Ou talvez tenha sido o mel da Dona Maria — ainda tenho um pouco na minha mochila.
O passeio pode durar 4 ou 8 horas, dependendo da opção escolhida.
Sim, o transfer de ida e volta do hotel está incluído se selecionado na reserva.
As refeições são opcionais e pagas separadamente no local; não estão inclusas por padrão.
O passeio utiliza veículo privado adequado para os trechos offroad na Serra da Lousã.
Sim, é indicado para todos os níveis de preparo físico e há assentos especiais para bebês.
As trilhas são leves e acessíveis para a maioria das pessoas; só precisa usar calçado confortável.
É possível avistar veados, javalis, raposas ou esquilos nas partes de floresta do trajeto.
O guia pode ser multilíngue; os passeios são conduzidos por guias que falam várias línguas, incluindo inglês.
O seu dia inclui transfer do hotel em Coimbra se selecionado, todo o transporte em veículo privado (mesmo nas estradas de terra), binóculos para observar a vida selvagem, uma foto de lembrança tirada pelo guia fotógrafo profissional, além de todas as atividades durante o passeio. Refeições não estão incluídas, mas podem ser feitas em cafés locais ou combinadas durante as paradas nas praças das aldeias antes de descer a serra.
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