Você vai explorar as ruas sinuosas de Sintra, provar vinhos locais ressuscitados por famílias apaixonadas e sentir o vento do Atlântico em Cabo da Roca. Com um guia local cuidando de tudo — do transporte no hotel às histórias por trás de cada taça — você vai viver o litoral e o interior de Portugal de um jeito que vai lembrar muito depois do último gole.
Sim, o transporte de ida e volta do hotel em Lisboa está incluído.
Sim, há degustações em vinícolas tradicionais em Sintra e Colares.
Sim, os veículos e todos os locais visitados são acessíveis para cadeirantes.
A viagem de Lisboa a Sintra dura cerca de 30 a 40 minutos.
Sim, crianças podem participar se acompanhadas por dois adultos pagantes; a idade mínima para beber é 18 anos.
O passeio inclui Azenhas do Mar, Praia da Maçãs, Cabo da Roca e Cascais.
Não, o tour inclui apenas as degustações de vinho, sem almoço.
Sim, o motorista/guia fala inglês e compartilha informações locais durante todo o dia.
O dia inclui transporte de ida e volta do hotel em Lisboa, um guia particular que conta histórias pelo caminho, visitas guiadas a vinícolas históricas com degustação de vinhos tintos e brancos (incluindo os de Colares), além de paradas em vilas costeiras como Azenhas do Mar e Cascais, antes do retorno à noite.
Confesso que reservei esse tour particular de vinhos em Sintra mais pela curiosidade sobre os tintos portugueses — mas o dia foi muito além de só provar. Nosso guia João nos buscou direto no hotel em Lisboa (ele tinha uma calma no jeito, como quem já viu de tudo). A viagem passou rápido; logo estávamos entrando nas ruas antigas de Sintra, com pedras cobertas de musgo e casas em tons pastel. Perto da praça principal, sentia um cheiro leve de pão saindo do forno — não saía da cabeça, mesmo enquanto passávamos pelo Palácio Nacional e aquelas fontes que parecem brotar do nada.
A primeira vinícola foi uma surpresa. É uma família que reativou as vinhas depois de cem anos — João contou que eles trabalharam com especialistas franceses para recuperar o solo. A sala de degustação era fresca e tinha um leve aroma de barris de carvalho; tentei girar a taça como se soubesse o que estava fazendo (spoiler: não deu certo). O branco era fresco, quase com um toque salgado? Talvez fosse o ar do Atlântico entrando pela janela. Conversamos um pouco com uma das donas — ela riu quando tentei falar “Ramisco”. Até hoje não consigo pronunciar direito.
Colares é uma região selvagem — areia por toda parte, videiras baixas para escapar do vento. A vinícola cooperativa parece coisa de outro século, com grandes tonéis de madeira e ecos pelo lugar. João explicou como esses vinhos envelhecem por anos nesses barris; dava para sentir a história no sabor (ou talvez eu estivesse exagerando). Depois seguimos pela costa até Azenhas do Mar — aquela vila grudada nas falésias sobre ondas espumantes — e depois Praia da Maçãs, onde crianças corriam descalças na areia fria. Cabo da Roca veio logo depois: estar no ponto mais ocidental da Europa com o vento batendo tão forte que só dá para rir ou perder o chapéu. Terminamos em Cascais, onde pescadores antigos ainda consertam redes à mão perto das lojas chiques. É curioso como um lugar pode ser grandioso e simples ao mesmo tempo.

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