Você vai se agasalhar com macacões térmicos e sair de Tromsø em grupo pequeno, caçando a aurora boreal pelos fiordes nevados ou até pela Finlândia, se precisar. Esquente-se numa fogueira de verdade com bebidas quentes e biscoitos enquanto seu guia tira fotos suas sob a aurora — se a sorte estiver do seu lado.
A Li, nossa guia, sorriu ao me entregar um macacão térmico que parecia um abraço de urso polar. Perguntou se eu queria aquecedores de mão extras — o sotaque dela era suave, mas claro — e disse para não nos preocuparmos se não conseguíssemos pronunciar “aurora borealis” do jeito norueguês. Eu tentei mesmo assim. Ela riu, e o casal de Barcelona ao meu lado também. Foi assim que começamos — todos enrolados, meio desajeitados no centro de Tromsø, entrando na van com o vapor do nosso fôlego já embaçando as janelas.
A saída de Tromsø foi mais silenciosa do que eu esperava. Talvez fosse nervosismo ou a neve abafando tudo lá fora. A Li ficava checando o app do tempo e falando no rádio em norueguês — algo sobre nuvens nos fiordes naquela noite, talvez tivéssemos mais sorte indo para a Finlândia. Paramos uma vez para ela tirar o gelo dos faróis; notei como o céu estava escuro, sem nenhuma luz da cidade, só aquele azul-escuro infinito. O aquecedor da van funcionava e alguém passou biscoitos com um leve sabor de cardamomo.
Quando a Li finalmente parou num trecho isolado perto da fronteira (confesso que perdi a noção do lugar), ela montou uma fogueira ali mesmo na neve. O cheiro da fumaça era forte e limpo, quase doce contra o ar gelado. Ficamos juntinhos com canecas de chocolate quente enquanto ela ajeitava o tripé da câmera — prometeu uma foto para todo mundo se tivéssemos sorte. E então... não foi como aqueles cartões postais onde tudo explode em verde de uma vez. Começou com um brilho pálido acima das árvores, quase fantasmagórico. Alguém soltou um suspiro baixo; acho que fui eu.
Ainda lembro daquele silêncio — aquele tipo de silêncio que só acontece quando todo mundo está junto, esperando ver mais cor ou só mais um minuto daquela dança no céu. Na volta para Tromsø (tarde e cansados), ninguém falou muito, mas a Li colocou umas músicas locais no celular e eu me senti estranhamente grato por cada camada de roupa desconfortável e cada xícara de chá que ela ofereceu. Não sei se alguma foto consegue mesmo mostrar o que é estar sob aquelas luzes com estranhos que de repente já não parecem mais estranhos.
A busca é no centro de Tromsø; o retorno pode ser feito em hotéis apenas na Ilha de Tromsø.
Macacões térmicos são fornecidos, mas é importante usar roupas quentes por baixo.
A idade mínima é 8 anos e as crianças devem medir mais de 120cm.
O trajeto depende do clima; às vezes é perto de Tromsø, outras vezes seguimos para a Finlândia.
Sim, o guia tira fotos profissionais durante o passeio e depois compartilha online.
Você vai receber comidas locais, além de biscoitos e bebidas quentes na fogueira.
Os guias usam previsões para aumentar as chances, mas não garantem o avistamento.
Seu passeio inclui busca no centro de Tromsø, retorno ao hotel na Ilha de Tromsø se precisar, roupas árticas completas como macacões térmicos e aquecedores de mão, lanches locais, biscoitos e bebidas quentes ao redor de uma fogueira real, fotos profissionais da aurora feitas pelo guia, tripés para câmeras (não para celulares) e lanternas para caminhar com segurança na neve escura antes de voltar tarde da noite.
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